Escola Politécnica da USP

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Politécnicos criam ferramenta que seleciona mudas ideais de cana-de-açúcar

O projeto já recebeu um prêmio da Odebrecht, e concorre a outro em agosto.

Selecionar mudas de cana-de-açúcar em condições favoráveis para o plantio se tornou uma tarefa fácil graças à tecnologia criada pelos politécnicos Fernando Lopes, Fernando Veloso e Henrique Oliveira, sócios fundadores da startup Mvsia, incubada no Inovalab@Poli da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O projeto já ganhou o Prêmio Odebrecht de Desenvolvimento Sustentável e concorre agora ao Prêmio Inovacana, promovido pelo Grupo IDEA nos dias 9 e 10 de agosto.

A ferramenta faz a seleção das mudas utilizando visão computacional e inteligência artificial e se baseia em critérios como o enraizamento da mesma, sua cor, diâmetro do caule e altura para diferenciar aquelas com melhores condições para o plantio. Ainda há um sistema mecatrônico que separa as consideradas boas das ruins.

Com a capacidade de analisar e separar uma muda por segundo, a ferramenta contribui para aperfeiçoar a produção e reduzir custos com mão de obra. “Sem falar na qualidade do produto final, que é difícil de mensurar”, acrescenta Lopes. “Quem faz isso geralmente é uma pessoa, e o olho humano cansa. A nossa ferramenta faz a seleção durante 10 horas sem perder produtividade”, explica ainda. Ele garante que o investimento feito gera lucros que alcançam o preço da tecnologia em até um ano e meio.

O politécnico conta que a criação é quase exclusiva no mercado, uma vez que a técnica do plantio da cana utilizando a muda foi criada no Brasil, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e é usada somente no país. Esse foi um dos motivos que levaram os sócios a escolherem o aprimoramento da produção de cana-de-açúcar como projeto. “Temos muito contato com pessoas do ramo do agronegócio. A gente sabe que o mercado da cana é muito grande, principalmente no Brasil, o maior produtor mundial”, destaca Lopes.

Apesar do sucesso e destaque nas premiações, a ferramenta ainda é um protótipo, e não há previsão do seu lançamento no mercado. Isso porque os politécnicos esperam contar com o apoio de empresas do agronegócio interessadas na tecnologia. Lopes explica, no entanto, que eles aguardarão para tocar este projeto em específico, uma vez que outras ferramentas parecidas, também desenvolvidas por eles, já estão disponíveis no mercado. É o caso da seletora de mudas de eucalipto, que recebeu o Prêmio Santander de Empreendedorismo em 2015.

Premiações – Fernando Lopes esteve em Nova Iorque durante a semana do dia 17 de julho para receber o Prêmio Odebrecht de Desenvolvimento Sustentável na categoria Person of the Year (POY) Fellowshipa Award, concedido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA e pelo comitê da premiação. A cerimônia contou com a presença de Albert Fishlow, professor emérito da Universidade de Columbia (NY) e um dos maiores especialistas em economia brasileira; Paulo Vieira da Cunha, economista e ex-diretor do Banco Central (BC); e dirigentes da Câmara e da Odebrecht.

Para Lopes, experiências como essa são imprescindíveis para o crescimento da startup. “A premiação em dinheiro é muito importante para nós, porque estamos investindo na empresa. Além disso, ganhamos muito com a divulgação do projeto”. A premiação foi criada em 2008 e já foi realizada em oito países.

Além disso, eles também concorrem ao Prêmio Inovacana, promovido pelo Grupo IDEIA, consultora especializada na indústria canavieira. A premiação foi criada com o intuito de incentivar a criação de inovações voltadas ao setor sucroenergético, e acontecerá nos dias 9 e 10 de agosto. Nesses dias, três projetos selecionados (incluindo o dos politécnicos) deverão apresentar um resumo de suas invenções aos julgadores em Ribeirão Preto, SP.

 

Poli-USP e Universidad de Magallanes pretendem trabalhar juntas em projeto da Fapesp

Interesse das instituições no trabalho cooperativo surgiu durante uma visita do Vice-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da universidade chilena

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e a Universidad de Magallanes, no Chile, demonstraram a intenção de colaborar na formulação de propostas para o projeto Escola São Paulo de Ciência Avançada, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A modalidade diz repeito ao desenvolvimento de cursos de curta duração na área de ciência e tecnologia, e o interesse surgiu durante uma visita feita por Andrés Mansilla, Vice-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da universidade chilena, à Escola no dia 20 de julho.

“Esse é um excelente início da relação que pretendemos ter com a Poli”, destacou Mansilla. A submissão de propostas para o projeto da Fapesp vai até o dia 18 de agosto, e tanto Mansilla quanto José Roberto Simões Moreira, professor da Poli, se comprometeram a trabalhar com o tema “Energias Renováveis”. A partir de agora, os docentes ficarão encarregados de definir e organizar as linhas de estudo dos cursos propostos, e preveem, inclusive, a ida de Simões ao Chile.

            Trabalhar com energias renováveis é conveniente às duas instituições, uma vez que a Poli possui diversos estudos sobre o tema e sedia Research Centre for Gas Innovation (RCGI), centro mundial para estudos avançados no uso sustentável de gás natural, biogás, hidrogênio e redução de emissões de CO2. Já a Universidad de Magallanes é situada na região de Punta Arenas, no sul do país, conhecida pelas resevas de gás natural e petróleo. Além disso, a universidade chilena recebeu recentemente investimentos do governo para a criação de projetos que fomentem a produção de energia renovável em substituição à fóssil.

            A estadia de Mansilla no Brasil não contou somente com a visita à Poli. O professor conheceu ainda a sede da Fapesp, onde foi acordado o financiamento do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (SPRINT) com a Fundação. Trata-se de uma estratégia que visa a colaboração internacional entre universidades de São Paulo e estrangeiras. Nesse programa, financiado pela Fapesp, a universidade chilena deverá definir as áreas de atuação que pretende pesquisar em conjunto com a universidade brasileira, e lançará um edital, cuja chamada ficará aberta até o dia 30 de outubro.

                Visita à Poli – Apesar de já ter estudado na USP, o professor não conhecia a Poli. Sua visita começou com uma reunião com Simões e o docente Henrique Lindenberg, da Comissão de Relações Internacionais, e contou com uma apresentação do RCGI, feita pelos docentes da Escola Rita Maria de Brito Alves e Reinaldo Giudici. Mansilla também conheceu os laboratórios Tanque de Provas Numérico (TPN) e de Combustão, apresentados pelo professor Kasuo Nishimoto e pelo doutorando Rafael Berti, respectivamente.

Poli-USP e Universidad de Magallanes pretendem trabalhar juntas em projeto da Fapesp

 

Interesse das instituições no trabalho cooperativo surgiu durante uma visita do Vice-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da universidade chilena

 

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e a Universidad de Magallanes, no Chile, demonstraram a intenção de colaborar na formulação de propostas para o projeto Escola São Paulo de Ciência Avançada, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A modalidade diz repeito ao desenvolvimento de cursos de curta duração na área de ciência e tecnologia, e o interesse surgiu durante uma visita feita por Andrés Mansilla, Vice-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da universidade chilena, à Escola no dia 20 de julho.

“Esse é um excelente início da relação que pretendemos ter com a Poli”, destacou Mansilla. A submissão de propostas para o projeto da Fapesp vai até o dia 18 de agosto, e tanto Mansilla quanto José Roberto Simões Moreira, professor da Poli, se comprometeram a trabalhar com o tema “Energias Renováveis”. A partir de agora, os docentes ficarão encarregados de definir e organizar as linhas de estudo dos cursos propostos, e preveem, inclusive, a ida de Simões ao Chile.

            Trabalhar com energias renováveis é conveniente às duas instituições, uma vez que a Poli possui diversos estudos sobre o tema e sedia Research Centre for Gas Innovation (RCGI), centro mundial para estudos avançados no uso sustentável de gás natural, biogás, hidrogênio e redução de emissões de CO2. Já a Universidad de Magallanes é situada na região de Punta Arenas, no sul do país, conhecida pelas resevas de gás natural e petróleo. Além disso, a universidade chilena recebeu recentemente investimentos do governo para a criação de projetos que fomentem a produção de energia renovável em substituição à fóssil.

            A estadia de Mansilla no Brasil não contou somente com a visita à Poli. O professor conheceu ainda a sede da Fapesp, onde foi acordado o financiamento do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (SPRINT) com a Fundação. Trata-se de uma estratégia que visa a colaboração internacional entre universidades de São Paulo e estrangeiras. Nesse programa, financiado pela Fapesp, a universidade chilena deverá definir as áreas de atuação que pretende pesquisar em conjunto com a universidade brasileira, e lançará um edital, cuja chamada ficará aberta até o dia 30 de outubro.

                Visita à Poli – Apesar de já ter estudado na USP, o professor não conhecia a Poli. Sua visita começou com uma reunião com Simões e o docente Henrique Lindenberg, da Comissão de Relações Internacionais, e contou com uma apresentação do RCGI, feita pelos docentes da Escola Rita Maria de Brito Alves e Reinaldo Giudici. Mansilla também conheceu os laboratórios Tanque de Provas Numérico (TPN) e de Combustão, apresentados pelo professor Kasuo Nishimoto e pelo doutorando Rafael Berti, respectivamente.

 

 

Poli-USP recebe uma das maiores feiras de recrutamento de São Paulo em agosto

Organizado por alunos da Escola Politécnica, Worshop Integrativo (WI) conta com estandes das principais empresas nacionais e multinacionais, além de palestras e dinâmicas

São esperados cerca de sete mil visitantes durante a 27ª edição do Workshop Integrativo, feira de recrutamento promovida pela empresa júnior de engenharia, Poli Júnior, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Empresas como o Grupo Boticário, Ambev, Votorantim, Embraer e Itaú comparecerão e apresentarão seus programas de estágio e trainee no evento, que acontece nos dias 9 e 10 de agosto, das 9h às 19h, no vão ao lado do prédio da Administração Central da Poli, na Cidade Universitária, em São Paulo.

O WI acontece anualmente, é voltado a universitários e já tem com caravanas vindas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), entre outras. A programação conta ainda com palestras e oficinas das empresas presentes e com o Recruta WI, simulação de processo seletivo feita por uma consultoria de recursos humanos, cujas inscrições se abrem uma dias antes do evento e devem ser feitas via internet.

“É o primeiro contato que o aluno tem com os programas de estágio e trainee disponíveis no mercado de trabalho e uma ótima oportunidade para começar a decidir o próprio futuro”, afirma Lucas Vieira, um dos organizadores do evento. Ainda segundo ele, estarão presentes nos dias instituições de diversos setores como o do mercado financeiro, de consultoria estratégica, startups, empresas de engenharia, entre outros. O evento é gratuito, e é necessária inscrição prévia, que pode ser feita por meio deste link.

Confira a Programação das palestras e oficinas

 

09/ago

10/ago

 

PALESTRAS

OFICINAS

PALESTRAS

OFICINAS

Horário

Empresa

Empresa

Empresa

Empresa

10:10

Bain

 

Avon

 

11:10

Votorantim

Fundação Lemann

Santander

Dr. Consulta

12:10

Itaú

Ensina Brasil

Duratex

Ensina Brasil

13:10

Ambev

Natura

Ultra

 

14:10

Embraer

DOW

Grupo Boticário

 

15:10

Accenture

Recruta WI

Monsanto

Recruta WI

16:10

Stone

Recruta WI

AkzoNobel

Recruta WI

17:10

Santander

Recruta WI

Itaú

Recruta WI

18:10

Mckinsey

 

Reckitt Benckiser

   
 

Pesquisa da Poli-USP propõe novo modelo de governança para o sistema portuário brasileiro

Corporatização portuária, descentralização do planejamento, unificação dos planos e reformulação de algumas instituições, entre outras ações, poriam fim a ineficiência do sistema portuário.  

Estima-se que a ineficiência do sistema portuário brasileiro gere prejuízos da ordem de R$4,3 bilhões por ano para o país. Para reverter este quadro, o pesquisador Sergio Sampaio Cutrim, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), identificou os principais fatores que tornam precária a administração do setor, propondo um novo modelo de governança e planejamento que é baseado, principalmente, no modelo corporatização portuária, na descentralização do planejamento e na unificação de algumas instituições e planos.

Em seu estudo, Cutrim constatou que os prejuízos são causados sobretudo pelas multas pagas sobre estadia dos navios aguardando a operação de embarque ou desembarque nos portos, pela demora na liberação das cargas da alfândega, por custos logísticos desnecessários e pela falta de infraestrutura do sistema portuário brasileiro. “São prejuízos que poderiam ser evitados se houvesse um planejamento estratégico dos portos que visasse a superação de gargalos logísticos, a homogeneidade do desenvolvimento da movimentação portuária, além de investimentos suficientes e uma implantação não fragmentada dos planos portuários”, afirma o pesquisador que se debruçou sobre o tema durante três anos.

Descentralização – Uma medida urgente é fazer com que as instituições portuárias públicas funcionem administrativamente do mesmo modo que empresas privadas no País, ou seja, com técnicas de gestão do setor privado, porém preservando o interesse público. É o que ele chama de corporatização portuária. “Isso reduziria a interferência política no setor e melhoraria significativamente sua gestão”, afirma.

“Outra medida importante é implementar a descentralização do planejamento portuário”, completa. Hoje, essa atividade está centralizada no Ministério do Transportes, Portos e Aviação Civil (MT) e a ideia é que seja descentralizada em nível regional para as autoridades portuárias, garantindo maior agilidade no setor. “Atualmente, para aprovar uma nova concessão ou um projeto para um novo berço em um terminal público demora-se de três a quatro anos. E se fosse descentralizado, isso poderia ser definido em meses”.

Por esse modelo, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MT) ficaria responsável pela política nacional portuária, e as autoridades portuárias cuidariam do planejamento da expansão e modernização dos portos. “Atualmente, qualquer expansão ou projeto de investimentos é feita pelo MT, o que torna o processo mais demorado”, conta.

Unificação – O excesso de instituições e planos também foi outro problema identificado. Cutrim sugere que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) e o Plano Mestre, ambos criados com o objetivo de realizar as previsões de demanda dos portos e o planejamento da infraestrutura necessária para atendê-los, sejam unificados em uma única proposta. “São dois planos distintos trabalhando na mesma área e feitos por duas instituições diferentes, que vez ou outra chegam a resultados diferentes, e isso dificulta muito”, diz. No mesmo sentido seria a unificação do Plano Geral de Outorgas (PGO) com o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP).

O pesquisador também considera a Empresa Brasileira de Planejamento e Logística (EPL), estatal que tem por objetivo o planejamento logístico integrado no país, desnecessária, uma vez que já existem instituições com responsabilidades e funções de planejamento e esta função deve ser descentralizada. Por isso, ele defende a extinção da mesma.

Ainda no sentido da unificação, uma de suas ideias foi adotada recentemente pelo governo: a administração dos três modais de transporte brasileiros em um único ministério, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MT). Antigamente, o MT ficava encarregado apenas do modal rodoviário, enquanto o sistema aquaviário e o da aviação eram administrados por dois órgãos com status de ministérios, a Secretaria Especial de Portos (SEP) e a Secretaria da Aviação Civil, respectivamente.

“A unificação é importante, pois os modais de transporte são interdependentes, em especial o aquaviário”, comenta. “Um porto serve como um elo entre os modais rodoviário, ferroviário e aquaviário. Os sistemas de transportes modernos são administrados de forma integrada, assim se consegue mais eficiência e menos custo na utilização”, defende.

Novo foco – Cutrim avalia que o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (CONIT), órgão ligado ao governo federal, que propõe políticas nacionais de integração dos diferentes tipos de transporte, deve ser reformulado com o objetivo de transformá-lo em um órgão efetivo de assessoria e planejamento do setor. Atualmente, essa função está distribuída a várias instituições, e uma centralização em nível nacional facilitaria a governança, o planejamento e a definição da política nacional de transporte e logística.

A reformulação do Conselho de Administração (CONSAD) – entidade que fiscaliza a gestão dos portos públicos – também é uma proposta de Cutrim. Para ele, o Conselho deveria passar a adotar critérios técnicos para a escolha dos conselheiros e atuar efetivamente na fiscalização da administração portuária, adotando as boas práticas de governança corporativa reconhecidas internacionalmente.

Outra medida necessária seria o retorno da função deliberativa do Conselho de Autoridade Portuária (CAP). Esse órgão que tem por responsabilidade ser o administrador de todos os interesses dos stakeholders do setor está funcionando apenas de forma consultiva. “Ele não possui mais autonomia para decisões importantes, como projetos de expansão e a aprovação do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento - PDZ. Os sistemas portuários mais avançados do mundo, como por exemplo o Holandês e o Chinês, possuem estas decisões descentralizadas no nível regional”, diz.

Para o pesquisador, essas mudanças fariam com que a operação portuária privada fosse mais eficiente, pois ela teria mais liberdade e autonomia para executar o que sabe. E o setor público, por sua vez, seria mais eficiente na regulação, fiscalização e planejamento.

Sobre o estudo - A pesquisa de Cutrim, intitulada “Planejamento e Governança Portuária no Brasil”, é fruto de uma tese de doutorado defendida em junho último no Departamento de Engenharia Naval e Oceânica (PNV) da Poli-USP, sob a orientação do professor da Poli Rui Carlos Botter. Para o estudo, Cutrim avaliou os planos de transporte PNLT – Plano Nacional de Logística e Transporte e o PNLP - Plano Nacional de Logística Portuária, as experiências internacionais do sistema portuário holandês e chinês, desenvolveu um estudo de caso junto ao Porto de Santos e entrevistou especialistas do setor portuário aplicando a técnica Delphi de investigação.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

Angela Trabbold – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

(11) 5549-1863 / 5081-5237

 

Poli-USP irá atuar em projetos de IoT para a cidade de Joinville

Acordo de Intenções foi assinado ontem (12/07); evento contou também com a empresa Huawei, que possui parcerias em pesquisas com a Escola.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e a Prefeitura de Joinville (SC) passarão agora a trabalhar em conjunto para desenvolver projetos relacionados à Internet das Coisas (IoT) com o objetivo de melhorar a infraestrutura da cidade. É o que está previsto no Acordo de Intenções assinado ontem (12/07) pelo professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli, e Udo Doher, prefeito de Joinville. O evento ocorreu no Auditório de Engenharia Elétrica da Poli e contou com o apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, com a presença do professor Hamilton Varela, e da empresa multinacional em tecnologia Huawei, com a presença do diretor de Marketing Henri Hezhe.

“Pretendemos triplicar os índices econômicos e sociais da cidade em 30 anos, e fazer com que ela seja considerada uma cidade inteligente no futuro”, afirmou o prefeito, que disse ser imprescindível a parceria entre o setor público e a academia para isso. O município já investe em sistemas eletrônicos como o Sigeor, Simgeo e Sei, ferramentas online que facilitam a busca por informações geográficas, administrativas e jurídicas da cidade. Contudo, o prefeito pretende ir mais longe, e prevê acordos para transformar a cidade em um centro digitalizado e inteligente em longo prazo. A parceria com a Poli caminha nesse sentido. “Não estamos olhando para a Joinville de hoje, mas para Joinville do futuro”, completou.

O professor da Escola Moacyr Martucci Jr foi o responsável pela organização do evento e explicou como a Poli irá contribuir no projeto. “Iremos utilizar as inovações relacionadas à IoT desenvolvidas no Departamento em aplicações práticas para a cidade de acordo com os interesses dela”, afirmou. “Podemos fazer isso em diferentes setores, como o da saúde, segurança pública e educação. A assinatura de hoje significou a abertura de um leque de possibilidades”.

Segurança Pública – A Poli já desenvolveu projetos relacionados com a IoT. Um deles, o Smart Campus, resultou da parceria entre a Huawei e a Poli, proporcionada pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade. A ferramenta se utiliza de dispositivos e câmeras de alta tecnologia para identificar pessoas em atividades suspeitas dentro do campus. Esses dispositivos detectam rostos e objetos e enviam as informações para um banco de dados em nuvem, que por sua vez é capaz de identificar a pessoa se ela estiver cadastrada no sistema. Se houver indícios de atividades suspeitas, o sistema envia um alerta de segurança.

Fabio Cabrini, pesquisador do PSI, desenvolveu sua tese de doutorado sobre o software e fez uma apresentação prática para o público do evento. “Estamos trabalhando para que no futuro a ferramenta consiga identificar o caminho que a pessoa faz dentro da Universidade e possa até traçar o perfil da mesma”, concluiu. Para isso, ele afirmou ser necessário o desenvolvimento de uma infraestrutura de comunicação melhor do que a que existe atualmente, uma vez que o tempo de resposta entre os dispositivos, denominado latência, pode sofrer atrasos mesmo com a tecnologia 4G.

Devido a esse problema, a Poli e a Huawei já estão trabalhando com projetos nesse sentido, e até falam na construção de uma comunicação 5G. Foi o que afirmou Martucci, que explicou também sobre outra vertente da parceira Huawei-Poli que estuda meios para aprimorar o ensino utilizando a IoT. O evento contou ainda com uma apresentação da multinacional feita pelo diretor de Relações Públicas da empresa, Vinicius Fiori. 

Confira as fotos do dia no álbum de fotos do Flickr.

(Amanda Panteri)

 

Professor da UCLA participa de workshop na Poli-USP

William Yeh falou sobre os modelos matemáticos utilizados para otimizar o armazenamento de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

William Yeh, professor da University of California Los Angeles (UCLA) e referência em planejamento e operação de sistemas de recursos hídricos de grande porte, esteve presente na última terça-feira (11/07), em São Paulo, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), para explicar sobre os modelos matemáticos utilizados na otimização do armazenamento de água em reservatórios de usinas hidrelétricas. O pesquisador foi um dos palestrantes do “Workshop II: Hydrothermal Planning Operation for the Brazilian Interconnected Power System - Stochastic Optimization with Recourse” realizado como parte das atividades do projeto de P&D “Nova plataforma de planejamento da operação hidrotérmica do Sistema Interligado Nacional” e organizado pelos professores Renato Carlos Zambon e Mario Thadeu Leme de Barros, ambos da Poli.

Yeh destacou que prever a quantidade de água necessária a ser armazenada nos reservatórios das usinas de grande porte não é uma tarefa fácil devido a fatores de imprevisibilidade. “Calcular o armazenamento de água é trabalhar com uma sequência de tomadas de decisão baseada na incerteza”, afirmou. Atualmente, o armazenamento deve levar em conta a operação integrada de energia com térmicas e outras fontes, os múltiplos usos da água, os riscos do não atendimento à demanda da população e a elevação excessiva de custos diante de incertezas, como em cenários de secas mais severas.

Por conta deste cenário, diversos modelos computacionais matemáticos foram criados para otimizar o prognóstico da quantidade de água a ser estocada nos reservatórios. Yeh explicou quais são e como eles foram desenvolvidos. Um deles é utilizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para as hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Esse software considera quatro grandes subsistemas no país: Norte, Sul, Centro-Oeste/Sudeste e Nordeste, e não considera importantes não linearidades que ocorrem na operação hidráulica das usinas. Já o modelo não linear e estocástico, desenvolvido pelo grupo de pesquisa da Poli, analisa individualmente as mais de 150 usinas hidrelétricas de médio e grande porte no país.

Projeto da Poli – O workshop contou ainda com uma apresentação do projeto feita por Zambon. Ele mostrou aos presentes um gráfico sobre a evolução da geração de energia elétrica a partir das diferentes fontes (hidrelétrica, térmica, eólica e nuclear) durante os últimos 17 anos no país, e explicou que a maior parte é fornecida pela geração hidrelétrica, mas para completar a oferta e atender à demanda da população há a necessidade em se despachar energia térmica, que é mais cara e danosa ao ambiente. Por isso, a decisão mês a mês sobre a quantidade de água a ser estocada ou utilizada para a geração nas usinas hidrelétricas é tão importante.

A pesquisa dos docentes da Poli já está em sua terceira fase e contou com o apoio de diferentes projetos e entidades patrocinadoras ao longo do tempo. A primeira delas, feita em 2003 pelo professor Barros, contou com o desenvolvimento do primeiro modelo matemático que analisava individualmente a estocagem de água de 75 usinas hidrelétricas no país. O paper resultante da pesquisa se tornou referência científica e um dos artigos mais citados do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (PHA).

A segunda fase, realizada em 2008, adicionou a relação das hidrelétricas com as térmicas, e ganhou o mesmo destaque científico. Porém, ainda considerava um cenário único, determinístico de vazões afluentes, problema que pôde ser resolvido agora na conclusão da terceira fase da pesquisa e com a adoção do modelo matemático estocástico, que considera múltiplos cenários.

Zambon deu exemplos de aplicações recentes em estudos como a obra de transposição do Paraíba do Sul para o sistema Cantareira no abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo, o impacto das novas usinas como Belo Monte, Santo Antônio e Jirau e da seca recorde na bacia do São Francisco na operação do SIN, e da participação das eólicas quem em poucos anos cresceu de menos de 1% para mais de 7% do total da geração. A apresentação de Zambon foi finalizada com comentários do Dr. João Eduardo Gonçalves Lopes, que identificou diferenças entre o modelo utilizado no SIN e o desenvolvido na pesquisa da Poli. Yeh concluiu a apresentação com sugestões para pesquisas futuras, com destaque para diferentes técnicas de previsão e cenarização e a incorporação das fontes eólica e solar no modelo de otimização do planejamento energético.

Confira as fotos do evento em nosso álbum no Flickr

(Amanda Panteri). 

 

Inscrições abertas para o Congresso de Gestão de Desenvolvimento de Produto

O evento será realizado na Poli-USP e tem foco na Internet das Coisas

Está com inscrições abertas o 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto (CBGDP), que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Trata-se do principal fórum de engenharia sobre gestão da inovação, integrada ao desenvolvimento dos produtos e serviços.
Com o tema central “O desenvolvimento de produtos e serviços no contexto da Internet das Coisas”, o Congresso inclui sessões temáticas (em torno de 120 trabalhos técnicos-científicos), palestras, mesas-redondas, minicursos, entre outras atividades. O público-alvo são os pesquisadores, professores, estudantes, empresários, consultores, engenheiros, administradores, designers e demais profissionais que atuam na área.
As inscrições devem ser feitas no site http://www.cbgdp.org.br. O valor varia conforme o tipo de inscrição (alunos de graduação, pós-graduandos, profissionais/professores), de R$ 200 a R$ 600, até o dia 6 de agosto. Após essa data, o valor é de R$ 250 a R$ 700.  
O 11º Congresso é uma iniciativa do Instituto de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto (IGDP), em parceria com a Poli-USP; Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP); e Universidade Federal do ABC (UFABC). Tem o apoio da Fundação Vanzolini e do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP.

Serviço:
11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto

Inscrições online: http://www.cbgdp.org.br
Data: 4 e 5 de setembro de 2017
Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380 – Edifício Eng. Mário Covas Júnior – Cidade Universitária - São Paulo (SP)

 


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