Escola Politécnica da USP

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ThundeRatz estreia com pódio no maior campeonato de robótica do mundo

A ThundeRatz, equipe de robótica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), participou pela primeira vez do RoboGames – a maior competição de robótica do mundo. Ela acontece anualmente na cidade de San Mateo, Califórnia (EUA), e conta com a participação de equipes dos mais diversos países. Treze dos 27 componentes da equipe da Poli participaram do torneio. A ThundeRatz ficou em segundo lugar na categoria Sumô Lego autônomo; em terceiro na categoria Robotmagellan (trekking autônomo); e em quarto na categoria Combate Middleweight 55 quilos. O torneio foi realizado entre os dias 3 e 5 de abril.

“Fomos muito elogiados pela qualidade dos nossos projetos, pelo desempenho em nossa estreia, pela organização e entusiasmo da equipe”, contou Cauê Cimorelli Muriano, capitão da equipe da ThundeRatz. A participação no RoboGames representou um grande aprendizado para a equipe. “A experiência nos trouxe várias oportunidades de aprendizado, dos aspectos a serem melhorados nos projetos até logística, alocação de recursos e de pessoas”, disse.

Na competição, a ThundeRatz disputou nove categorias. Na categoria Sumô Lego, o objetivo era construir um robô de 1 kg, utilizando apenas peças da Lego. Equipados com sensores previamente programados, os robôs deveriam empurrar os adversários para fora do Dojo, nome da arena onde ocorre a disputa. “Nesta categoria, participamos com dois robôs, ThunderTruck e ThuderBlock, e este último ficou com o segundo lugar”, contou.

Outra categoria na qual a equipe se destacou foi a Trekking, na qual ficaram em terceiro lugar. Com um robô autônomo, os competidores tinham como objetivo finalizar um circuito formado por cones em um campo aberto. No começo da competição, um mapa com as coordenadas de diversos cones era fornecido aos participantes. “Com o auxílio de GPS, sensores e câmeras, o robô deveria achar sozinho os cones e finalizar o circuito. Participamos com o robô ThunderWaze.”

A ThundeRatz também participou da categoria Combate, o equivalente ao Ultimate Fighting Championship (UFC), o MMA da robótica. Assim como acontece com os lutadores humanos, os robôs são divididos em categorias de peso. Nela, a equipe da Poli competiu com os seguintes projetos: Apolkalipse (categoria Middleweight, robôs na faixa de 54,4 kg), que obteve o quarto lugar; K-Torze (Lightweight, 27,2 kg), sétimo lugar; Ratnik (Beetleweight, robôs na faixa de 1,361 kg, classificação não divulgada); Iskeiro (Beetleweight), quinto lugar); e Duende (Antweight, 454 gramas), que ficou em sexto lugar.

O time de robótica da Poli disputou ainda a categoria Mini-Sumô, com objetivo igual ao do Sumô Lego, mas com um robô de 500 g construído pela própria equipe. Este robô também é autônomo, ou seja, não tem piloto, e identifica seus adversários com sensores. A ThundeRatz utilizou o robô RoZeta.

 Outra categoria da qual participaram, usando o robô Moai, foi a Sumô-Auto para robôs de 3 kg, que é autônomo. A equipe competiu na categoria Sumô RC 3 KG com o Stonehenge, o mesmo robô radio controlado que ficou em quarto lugar no torneio do Japão, realizado em dezembro de 2014. Nessa categoria, a equipe não conseguiu pódio.

Novos desafios – Este ano, a ThundeRatz deve participar ainda de mais três competições: o Winter Challenge XI, organizado pela RoboCore, a maior competição nacional de robótica; o All Japan Robot Sumô Tournament, no Japão; e, provavelmente, o Summer Challenge, que está previsto para ser realizado em Lavras (MG).

A equipe ThundeRatz conta com o apoio da diretoria e dos departamentos de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), de Engenharia de Telecomunicações e Controle (PTC), e de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) e de Engenharia Mecânica (PEM) da Poli. Também apoiam a iniciativa o fundo patrimonial “Amigos da Poli”, o Grêmio Politécnico e a empresa Toyo Matic.

 

Professor da Poli é o primeiro brasileiro e engenheiro a conquistar o Georg Forster Research Award

O professor Paulo de Mattos Pimenta, chefe do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), é o primeiro brasileiro e o primeiro Engenheiro a conquistar o Georg Forster Research Award, concedido pela prestigiada Alexander von Humboldt Foundation, da Alemanha. O prêmio é um reconhecimento pela excelência de sua produção acadêmica, com destaque para sua atuação em mecânica computacional. A cerimônia de premiação foi realizada no dia 27 de março, na cidade de Bamberg, na Alemanha, e contou com a presença de cerca de 400 pessoas. Além do prêmio de € 60 mil em dinheiro, a Fundação custeou a viagem para a premiação e também para visitas às universidades que o vencedor quisesse conhecer na Alemanha, com o objetivo de discutir projetos para estabelecer possíveis parcerias entre a USP e instituições alemãs. Além de Pimenta, outros cinco cientistas foram premiados. Antes do evento, os vencedores ficaram hospedados por dois dias em um hotel onde a fundação promoveu uma série de atividades para que eles pudessem conversar entre si, conhecer o trabalho dos outros pesquisadores e discutir possibilidade de colaboração. Cientistas que já receberam o prêmio em anos anteriores e outros com trabalhos relevantes, também participaram dessas atividades, incluindo dois pesquisadores – um da França e outro dos Estados Unidos – que já receberam Prêmio Nobel. “Foi um grande diferencial. Não se trata de vir aqui apenas para participar de uma cerimônia de premiação, a Fundação trabalha com a perspectiva da internacionalização e apoia a formação de redes de pesquisa entre as pessoas que recebem o prêmio”, destaca Pimenta. As oportunidades de networking abertas pela Fundação e o prêmio já deram resultado. “Vamos organizar, em parceria com a Alexander von Humboldt Foundation e a Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo] um simpósio internacional sobre mecânica computacional, que deve ser realizado entre o final deste ano e começo de 2016. Estou conversando com pesquisadores alemães para trazê-los para o evento e vamos falar com outros cientistas da área, de modo a mostrarmos ao Brasil o estado da arte nesse setor, trazendo conhecimento de ponta”, conta. Antes da cerimônia de entrega do Georg Forster Research Award, houve uma apresentação da Orquestra de Câmera de Bamberg. Pimenta recebeu seu diploma das mãos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ), acompanhado pelo presidente da Fundação.
Última atualização em Ter, 14 de Abril de 2015 15:23
 

Poli-USP recebe palestra internacional sobre tribologia com o pesquisador Michel Fillon

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo receberá, no dia 31 de outubro, das 10h às 16h, um ciclo de palestras com o tema "Lubrificação hidrodinâmica: avanços recentes na modelagem matemática, simulação numérica e validação experimental" (Lubricated Contact: Recent Advances in Mathematical Modelling, Numerical Simulation and Experimental Validation). O evento é voltado a engenheiros, matemáticos, físicos e demais pesquisadores da área de tribologia envolvidos no desenvolvimento de componentes de motores, veículos, equipamentos e máquinas para indústrias, turbinas e equipamentos laboratoriais.

O palestrante, Dr. Michel Fillon, é diretor de pesquisa do “Département Génie Mécanique et Systèmes Complexes (GMSC)” da Universidade de Poitiers, centro de referência internacional na área de tribologia, com ênfase na modelagem matemática, simulação numérica e validação experimental de modelos de sistemas tribológicos de alta complexidade. Publicou, como autor principal e coautor, 77 artigos completos em revistas internacionais, sendo 29 no ASME Journal of Tribology, 13 na Tribology International, 13 no Journal of Engineering Tribology (IMechE) e 7 na Tribology Transactions (STLE), entre outras.

O evento está sendo organizado pelo professor Demetrio Cornilios Zachariadis, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP e será realizado na sala de Videoconferência do prédio da administração da Escola, Edifício Mário Covas Júnior, na Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380. São Paulo – SP. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Confira programação no link. 

Serviço

Ciclo de Palestras “Lubricated Contact: Recent Advances in Mathematical Modelling, Numerical Simulation and Experimental Validation”

Data e horário: dia 31 de outubro, das 10h às 16h.

Local: sala de Videoconferência do prédio da administração da Escola, Edifício Mário Covas Júnior, na Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380. São Paulo – SP.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

Poli-USP promove visita de alunos à fábrica da General Motors

A visita será no dia 30 de setembro

O Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP promove, no dia 30 de setembro (terça-feira), uma visita de alunos da graduação à fábrica da General Motors do Brasil, em São Caetano do Sul (SP). O objetivo é que os futuros engenheiros tenham contato com o que está sendo desenvolvido pela indústria nacional. Acontecerá à tarde, com saída da Cidade Universitária às 11h30.

Com vagas limitadas, a prioridade são os alunos do Bloco de Engenharia Automotiva, do 5º ano do curso de Engenharia Mecânica, e os do 4º ano de Engenharia Mecânica. Se houver vagas, alunos dos primeiros anos e de outros cursos da Poli também podem participar.

As inscrições devem ser feitas pessoalmente na Secretaria de Engenharia Automotiva, que fica no 1º andar do prédio da Engenharia Mecânica da Poli-USP, até 19 de setembro, mediante pagamento da taxa de transporte (R$ 40 por pessoa). Os primeiros dias de inscrições, até 12 de setembro, serão destinados aos alunos de 5º e 4º ano de Engenharia Mecânica. A partir de 15 de setembro, as inscrições serão abertas para os demais alunos. Outras informações pelo telefone (11) 3817-5488 ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Serviço

VISITA de alunos à FÁBRICA da General Motors em São Caetano do Sul (SP)

 Data: 30 de setembro (3ª feira)

Horário da visita: das 13h às 15h30 (com saída da USP às 11h30)

Inscrição: Até 19 de setembro - Pessoalmente na Secretaria de Engenharia Automotiva, que fica no 1º andar do prédio da Engenharia Mecânica da Poli-USP, mediante pagamento da taxa de transporte (R$ 40 por pessoa)

De 8 a 12 de setembro para inscrição dos alunos do Bloco de Engenharia Automotiva, do 5º ano do curso de Engenharia Mecânica, e do 4º ano de Engenharia Mecânica

De 15 a 19 de setembro para inscrição dos alunos dos primeiros anos e de outros cursos da Poli

Informações: (11) 3817-5488 - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Última atualização em Seg, 08 de Setembro de 2014 11:57
 

Maratona de Programação: saiba mais sobre as inscrições de 2014 e as histórias de quem já participou

Como qualquer outra atividade que exige dedicação e habilidade, o processo de programar e realizar codificação de software também possui um cenário competitivo, em que equipes de programadores do Brasil e do mundo reúnem-se para resolver desafios o mais rápido possível e colocarem-se entre os melhores.    

Trata-se da Maratona de Programação, constituída por uma etapa nacional e uma internacional, considerada a Olimpíada das competições de programação. Em ambas as fases, equipes de criadores de software são colocadas à prova ao serem apresentadas com desafios específicos da área, que requerem pensamento lógico e conhecimentos de computação para resolver. Aqueles que resolverem mais desafios em menos tempo são os vencedores.

A fase nacional, administrada pela Sociedade Brasileira de Computação, terá sua 19ª edição começando no dia 13 de Setembro desse ano, com as finais nos dias 7 e 8 de Novembro. Para participar, as escolas da área de Computação e Sistemas de Informação convocam alunos interessados para formar equipes, compostas por um “coach” (que geralmente é um professor) e mais três membros, além de um reserva. A primeira etapa da fase brasileira ocorre simultaneamente em vários locais pelo país, e os times com os melhores resultados vão para as finais nacionais. Já aqueles que se sobressaírem nessa etapa vão para a fase internacional do próximo ano.

A final internacional, a ACM International Collegiate Programming Contest, é o maior evento desse tipo do mundo e conta com participantes de todos os continentes habitados – esse ano, os vencedores foram da Universidade Estadual de São Petersburgo, na Rússia, e a Universidade de São Paulo recebeu uma menção honrosa por seu desempenho.

Um participante da Maratona, Ricardo Hahn Pereira, que competiu pela última vez na temporada 2010/2011, deu algumas dicas do que é importante para se dar bem em um desafio como esse: “a agilidade para encontrar e programar solução para tarefas algorítmicas conta muito. Pessoas com interesse em matemática, teoria da computação e puzzles tendem a se dar bem na maratona. Além disso, por se tratar de uma competição em equipe, conhecer bem a equipe, pontos fortes e fracos, ajuda a obter um bom desempenho,” disse. De acordo com ele, o maior desafio, fora realizar as tarefas em si, é fazê-lo no pouquíssimo tempo disponível, tendo acesso a apenas um computador.

Mas no fim, tudo acaba valendo a pena. Além de ser uma competição que estimula o trabalho em equipe, os times que são capazes de obter sucesso na Maratona chamam a atenção de grandes empresas de software. Ricardo cita exemplos: “Acho muito importante a continuidade de participação da Poli nestas competições, inclusive a fim de criar uma cultura mais forte com este tipo de atividade, pois elas expandem em muito o horizonte dos alunos e fornecem experiências únicas. Dos integrantes das equipes da Poli (e da USP, em geral) classificadas para a finais mundiais, a maioria recebeu ofertas de emprego/estágio no Google ou no Facebook.”

Mais informações sobre a Maratona e como participar podem ser encontradas no site da etapa nacional (http://maratona.ime.usp.br/) assim como no das finais internacionais (http://icpc.baylor.edu/).

Com informações da Jornalismo Júnior, por Daniel Quandt

 

Trajetória de aluno que trabalhou em Seattle mostra as experiências valiosas existentes em estágios

Uma das grandes preocupações dos alunos do Cooperativo é a de não conseguir aproveitar as experiências que os estudos acadêmicos podem trazer a eles, como por exemplo os  intercâmbios, com os períodos de estágio intercalados a cada quadrimestre. Porém, isso não quer dizer que esses trabalhos não possam trazer conhecimento e oportunidades inigualáveis. Lucas Lázaro, estudante de Engenharia da Computaçãoparticipou de um estágio na empresa Taqtile em Seattle, Estados Unidos, em 2013, e conta como ter ido para o exterior o ajudou a ganhar independência e experiência de vida.

Em 2012, Lucas estava em seu terceiro ano de graduação quando começou a estagiar na empresa brasileira Indigo, na área de desenvolvimento de aplicativos. Em 2013, a empresa unificou-se à americana Taqtile. Com isso, veio a oportunidade de levar brasileiros aos Estados Unidos para trabalhar em projetos, dando a chance de terem uma experiência fora do Brasil. Porém, ainda era necessário entender como funcionaria o processo. Com a intenção de fazer um teste, a empresa decidiu levar uma pequena equipe durante o período de setembro a dezembro. Assim, o chefe de desenvolvimento brasileiro resolveu levar Lucas, que possuía características importantes para participar do projeto: realizava um bom trabalho, tinha boa relação interpessoal no ambiente profissional, disposição em ir para o exterior, além da flexibilidade de vida por estar na posição de estagiário.

Em Seattle, o grupo trabalhou no desenvolvimento de um aplicativo para ser usado por empresas em análise de dados de utilização pelo usuários (analytics). Com esses dados, que iriam desde análises de perfil até de localização por GPS, a empresa poderia mandar notificações específicas para o público alvo em questão. A formação em Engenharia da Computação foi de grande utilidade, já que, segundo ele, foi necessária para dar base ao que ele aprendia mais especificamente durante o trabalho. Lucas conta que na prática realmente entende-se muito melhor a aplicação da teoria. Como trabalhava em desenvolvimento de softwares, ele cita o que aprendeu em engenharia, organização e manutenção de sistemas como os temas de mais úteis durante esse processo.

Lucas, porém, afirma que não foi apenas o conhecimento técnico que ele leva da experiência. O que ele destaca foi aprender a ter independência em assumir responsabilidades: ao precisar tomar decisões em cada passo do processo, ele não podia mais contar com a certeza de que seu chefe verificaria absolutamente tudo, pois estava confiando nele, o que ensinou-lhe a ter mais convicção em seu próprio trabalho. Lucas diz também que a quebra de preconceitos e a imersão em uma cultura diferente foi algo valioso. Elogia a cidade de Seattle dizendo que todos eram bem receptivos e educados, além do local apresentar uma cultura e variedade marcantes. Aprimorar o inglês também foi uma das coisas que fizeram a viagem valer a pena pra ele, principalmente se tratando do vocabulário profissional.

Lucas agora faz intercâmbio pelo projeto Ciência sem Fronteiras na Goldsmiths da University of London no Reino Unido, e conta que, em um dos cursos de verão de que tem participado, está fazendo algo parecido com o trabalho que realizou na Taqtile.

Ele ressalta que o desânimo que muitos estudantes demonstram para com estágios é desnecessário e que, com esforço, tanto profissional como na manutenção de boas relações no espaço de trabalho, é possível alcançar grandes oportunidades. Lucas relembra a frustração de não ter conseguido um intercâmbio pela USP quando estava no segundo ano da graduação, mas afirma que viveu um experiência tão rica quanto ao viajar pela empresa. Segundo ele, um estágio pode sim trazer crescimento e amadurecimento muito valiosos para toda a vida, basta saber aproveitar as oportunidades dadas.

Com informações da Jornalismo Júnior, por Júlio Viana

Última atualização em Sex, 01 de Agosto de 2014 15:59
 

Happy Hour Pós Pesquisa promove integração entre docentes

Realizado no dia 27 de junho, o Happy Hour Pós Pesquisa do PCS promoveu integração e discussões acerca das diferentes áreas estudadas pelos docentes. “Precisávamos de um local onde cada um pudesse apresentar seus tópicos e intenções de pesquisa. É necessário ir além e saber com o que os outros colegas estão trabalhando”, explicou Antonio Mauro Saraiva, chefe de departamento, em seu discurso de abertura.

A primeira docente a se apresentar foi Solange Nice Alves de Souza, que pesquisa os diferentes aspectos de big data. ”Trata-se do armazenamento e processamento de um grande volume de dados com alta velocidade”, explicou. O terceiro “V”  da big data corresponde à variedade de formatos com que é preciso lidar. A análise desses dados é feita de acordo com um interesse específico e possui as mais diversas finalidades, como obter informações que levem a um maior ganho em um negócio.

Solange destacou suas três principais áreas de interesse dentro da big data: redes sociais, gestão e qualidade. A docente, em conjunto com alunos de mestrado, estuda de que forma dados específicos coletados nas redes sociais podem auxiliar os sistemas de recomendação de e-commerce. Na área de gestão de dados, várias problemáticas são abordadas: qual é o custo de armazenamento dos dados? Onde eles serão armazenados? O que será armazenado, e por quando tempo? Solange destacou a importância dos metadados (dados a respeito de outros dados) para a gestão de informação.  A gestão envolve a classificação dos dados de acordo com a importância para o negócio, considerando que as prioridades mudam com o decorrer do tempo, e dados que antes não eram interessantes para o usuário podem tornar-se relevantes, enquanto outros perdem a importância e tornam o seu armazenamento desnecessário e custoso. O tratamento da qualidade dos dados, similarmente ao ambiente de business intelligence, também é necessário, uma vez que informações obtidas sobre dados sem qualidade podem levar a análises incorretas.  É preciso analisar como tratar a qualidade dos dados tendo em vista o Volume e a Velocidade.

Ao fim da apresentação, os membros presentes puderam fazer comentários, debater e ressaltar a importância da pesquisa de big data no contexto atual. A docente Lucia Filgueiras estabeleceu uma relação com o quarto paradigma da ciência: como fazer ciência com tantos dados? Os equipamentos disponíveis atualmente produzem uma quantidade imensurável de informação, e a crescente necessidade de gerenciar e tratar esses dados coloca em evidência o estudo de Data Science, que recebe a contribuição de matemáticos, estatísticos, e também de pesquisadores da área de humanas, como sociólogos.

Ao promover integração e disseminação de conhecimento, o encontro também possibilita uma eventual colaboração entre os membros, como observou Lucia Filgueiras: “Big data é uma área que interage com muitas outras, pois lida com gerenciamento de dados e há pontos de contato com pesquisas de alguns docentes do departamento”. Antonio Saraiva ressaltou que o Happy Hour deve ter periodicidade mensal, e permitirá que cada um dos docentes tenha a oportunidade de expor suas pesquisas e compartilhar experiências adquiridas.

Com informações da Jornalismo Júnior, por Marcos Nona

 


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