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Mais rigor na avaliação das concessionárias de energia elétrica

Pesquisa da Poli/USP sugere a revisão dos contratos futuros para melhor controle dos serviços prestados, conservação e manutenção dos equipamentos e instalações.

Com o término das concessões atuais do setor elétrico previsto para 2015, a União tem a oportunidade de rever e atualizar os requisitos para a escolha das futuras concessionárias. Uma das fontes de informação que o governo pode utilizar nas discussões de novos critérios está na tese de doutorado do engenheiro eletricista Josimar Oliveira Silva, defendida em junho na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). A pesquisa de Silva propõe indicadores, inexistentes até então, que atestem que as concessionárias estão fazendo a sua parte quando o assunto é principalmente conservação, manutenção e atualização das instalações e dos equipamentos de transmissão sob sua gestão.

Ao obter a concessão de transmissão de energia elétrica, por um período em geral de 30 anos, cabe à empresa legalmente zelar pela gestão dos bens vinculados ao serviço, arcando com a responsabilidade pela manutenção e conservação desses bens, como linhas de transmissão e transformadores, inclusive com a reposição, quando for o caso. Este acompanhamento, no entanto, ainda não é feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel de um modo mais amplo, com perspectiva de futuro, de longo prazo.  “Em geral, tem-se uma visão momentânea das condições de serviço da concessionária, gráficos periódicos, mas não se faz uma avaliação de longo prazo, sob o ponto de vista da longevidade dos equipamentos, ou mais amplamente da sua sustentabilidade”, comenta o pesquisador.

De acordo com Silva, da forma como a Aneel atesta o serviço hoje não se tem a garantia de que, ao final da concessão, a empresa vá entregar as instalações de transmissão em condições tão boas quanto na época que o recebeu. “Se ela (concessionária) não tiver interesse em renovar a concessão, quem garante que dará atenção a todo recurso disponível como o fazia no início?”, questiona. “Corre-se o risco de a União receber de volta uma transmissora desvalorizada ou que necessite de elevados investimentos para um futuro leilão”, argumenta.

O pesquisador, que atualmente trabalha como consultor legislativo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília, sugere, entre as medidas, que sejam aplicados métodos de gestão por indicadores, com a possibilidade de se visualizarem trajetórias e metas regulatórias, históricas e estratégicas e checagem da expectativa de vida útil dos equipamentos em qualquer momento. “Todos ganhariam com esta medida: a concessionária, que teria parâmetros para programar suas atividades de operação, de manutenção e atualização das instalações de transmissão, a Aneel, que ganharia instrumentos a mais para fiscalizar a gestão dos bens públicos pela concessionária, e a população, menos exposta a possíveis problemas no serviço de energia elétrica, como cortes  no fornecimento, apagões e reajustes desnecessários na conta”, justifica.

Outra sugestão indicada por Silva é oferecer ao público via internet, por exemplo, informações referentes à gestão da concessionária, em linguagem acessível. “A transparência deste trabalho aumentaria a responsabilidade da concessionária em realizar um bom serviço podendo ser cobrada pela sociedade”, explica o engenheiro, acrescentando: “Até outras concessionárias se interessariam por este tipo de informação, principalmente se estiverem interessadas em participar de futuros leilões, aperfeiçoando sua proposta de gestão”.

A tese de doutorado do engenheiro Josimar Oliveira Silva estará disponível em breve na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP (www.teses.usp.br/), com o título “Proposta de indicador de longevidade da concessão de serviço público de transmissão de energia elétrica, na perspectiva da sustentabilidade”.

 

Prevenção contra desastres naturais é tema de evento na Poli/USP

Municípios devem priorizar a prevenção contra desastres naturais, seguindo a lei 12.608/12, ou não terão verbas oficiais para obras ligadas à defesa civil.

Sancionada em abril deste ano, a lei 12.608/12 que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), dispõe sobre o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil (CONPDEC), e autoriza a criação de sistema de informações e monitoramento de desastres, praticamente dá um ultimato aos prefeitos. Ou investem no planejamento urbano, para fazer frente aos problemas de enchentes, deslizamentos de terra e outras consequências dos fenômenos naturais, ou não terão recursos federais para efetuarem obras de prevenção e mitigação.

Quem faz o alerta é o engenheiro civil Faiçal Massad, docente do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). Ele será um dos palestrantes do encontro “Caminhos da política nacional de defesa de áreas de risco”, organizado pela Poli/USP e pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), marcado para o dia 6 de agosto próximo, em São Paulo.

O professor Faiçal lembra que a lei também traz dispositivos para melhorar a capacidade dos municípios para fazer frente aos desastres naturais. “Não há mais desculpas para as autoridades municipais colocarem em segundo plano as obras de prevenção e mitigação em suas cidades”, afirma. O Governo Federal libera, por etapas, recursos para os Estados mais atingidos por desastres naturais. Para se ter uma ideia, cerca de R$ 4,6 bilhões serão destinados, nos próximos meses, aos Estados do Rio de janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

“Para pleitear verbas federais, tanto para obras como para outras ações, como treinamento de pessoal, o município deverá cadastrar-se e cumprir uma série de requisitos, como incorporar as ações de proteção e defesa civil no planejamento municipal, identificar e mapear as áreas de risco de desastres naturais, impedir novas ocupações, além de vistoriar edificações nessas áreas”, explica. “Deverá, enfim, apresentar um plano diretor que contemple ações de prevenção e mitigação de desastres naturais, lastreadas em cartas geotécnicas, em particular, de aptidão à urbanização”, acrescenta.

No evento, o professor Faiçal falará especificamente sobre as diretrizes para construção de obras de prevenção e mitigação de desastres naturais. Segundo ele, essa questão envolve dois aspectos. O primeiro é cartográfico, ou seja, será preciso ir ao campo e utilizar o sensoriamento remoto para elaborar cartas geotécnicas que identifiquem as áreas passíveis de sofrerem desastres naturais. “Hoje, esse tipo de mapeamento já vem sendo feito em algumas cidades, localizadas principalmente nos Estados do Sul e do Sudeste, mas precisa ser uma norma em todos os municípios brasileiros considerados críticos”, alerta. O segundo aspecto diz respeito às medidas de intervenção em áreas sujeitas a desastres naturais. De caráter preventivo, corretivo ou de controle, essas medidas incluem obras de drenagem, de proteção superficial contra erosão, de estabilização de encostas e leitos de rio, entre outras.

“A engenharia geotécnica brasileira oferece hoje uma série de alternativas para a construção de obras, com especialistas altamente qualificados”, salienta o professor Faiçal. Ele cita técnicas de estabilização de encostas, desde as mais simples e menos dispendiosas, como a drenagem superficial, os retaludamentos; passando pela drenagem interna dos taludes; até as técnicas mais refinadas, como a “terra armada” com geossintéticos ou com tiras metálicas; os muros de arrimo e as cortinas atirantadas, estas últimas de custos mais elevados por exigirem o uso de materiais mais dispendiosos e de mão de obra especializada.

A terra armada é uma técnica que vem sendo usada desde a década de 1970, a exemplo do trecho em meia encosta na Rodovia Piracuama-Campos do Jordão (SP 123) e a contenção do aterro da cabeceira do Aeroporto de Congonhas, junto à Av. Ruben Berta. “Para cada situação, a nossa engenharia apresenta soluções e cada município deve definir aquela que conduz a uma melhor relação custo-benefício, sempre com foco na qualidade da obra”, salienta o professor Faiçal. “Já existe também no país competência para o projeto e  a construção de obras de controle de fluxos de lama e de detritos, que tantos males causaram recentemente em Santa Catarina e na Região Serrana do Rio Janeiro.”

Em suma, um dos objetivos deste evento é chamar a atenção de prefeitos e agentes públicos envolvidos com questões de defesa civil a conhecerem a lei e se organizarem para segui-la. O seminário é dirigido especialmente a prefeitos, secretários estaduais e municipais, empresários e engenheiros. Dele participarão também como palestrantes Celso Santos Carvalho, engenheiro civil, ex-professor da Poli e diretor do Departamento de Assuntos Fundiários Urbanos e Prevenção de Riscos do Ministério das Cidades; Kátia Canil, geógrafa e pesquisadora do Laboratório de Riscos Ambientais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT); e a engenheira Edith Ranzini, docente da Poli/USP e diretora de Operações da FDTE, que falará sobre a possibilidade de estabelecimento de parcerias entre especialistas da Escola Politécnica e as prefeituras interessadas em consultoria na área.

Serviço: O Seminário “Caminhos da política nacional de defesa de áreas de risco” será realizado no dia 6 de agosto, das 8h30 às 12h, no Auditório “Prof. Dr. Francisco Romeu Landi”, do Prédio da Administração da Poli (Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3 nº 380, Cidade universitária, São Paulo). O evento é gratuito, mas é necessária inscrição prévia pelo e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. "> Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .  Mais informações: (11) 3031-7000, ramal 226.

 

Evento expõe atividades culturais em diferentes prédios da Poli

Com programação diversificada, Arte e Cultura na Poli apresenta talentos nos locais de mais movimento da Escola

Começa no dia 6 de março o evento Arte e Cultura na Poli, realizado pela direção da Escola Politécnica todos os anos. Já na 6ª edição, o objetivo do evento é apresentar os talentos artísticos de toda a comunidade politécnica durante aproximadamente um mês entre os intervalos das aulas, nos diferentes prédios da Escola, sendo uma oportunidade para que todos participem.

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Teoria e prática: alunos da Poli aplicam conhecimentos em projetos experimentais e ganham prêmios

Disciplinas dos departamentos PSI e PCC utilizam a construção de carrinhos como atividade prática

Uma das grandes demandas dos alunos de engenharia da Escola Politécnica da USP é a utilização prática dos conceitos aprendidos. Além da participação em projetos como o Baja (http://www.equipepoli.com.br/) e estágios, os alunos têm também a possibilidade de entrar em contato com o aspecto prático da profissão durante as aulas. Em uma disciplina oferecida pelo Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos, PSI2327 – Eletrônica Experimental II, os alunos do 3o. ano de curso de Engenharia Elétrica com habilitação em Sistemas Eletrônicos utilizam seus conhecimentos para construir um carrinho autoguiado, ou seja, um carrinho capaz de seguir a linha que demarca a pista sem comandos externos durante a corrida. Para incentivar o aluno a fazer um projeto que utilize os conceitos aprendidos durante o curso, algumas limitações são impostas. Não é possível, por exemplo, fazer uso de microcontroladores já que trata-se de um componente que será aprendido de forma mais completa apenas posteriormente. Desta forma, o aluno é obrigado a fazer um carrinho que faça uso apenas de componentes discretos aumentando ainda mais o desafio do projeto.

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Poli realiza 6º Workshop de Tecnologia Adaptativa

Tecnologias adaptativas ajustam os sistemas de acordo com as necessidades do usuário

Será realizada nos dias 26 e 27 de janeiro de 2012 a 6ª edição do Workshop de Tecnologia Adaptativa (WTA), promovida pelo Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica da USP e pelo Laboratório de Linguagens e Técnicas Adaptativas (LTA). As temáticas abordadas no Workshop discutem as necessidades e as soluções mais atuais no campo da tecnologia da informação, especialmente as que envolvem pesquisa, o desenvolvimento e a aplicação da tecnologia adaptativa.

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Poli Mecânica abre curso inédito de Inovação para a Indústria Automotiva

A Universidade de São Paulo, por meio do Centro de Engenharia Automotiva do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica (POLI/USP), está inaugurando um curso inédito no Brasil: Inovação para a Indústria Automotiva. Trata-se de um curso de atualização exclusivo no conteúdo, no formato e nas estratégias de aprendizado, como, por exemplo, a aplicação de Problem Based Learning como método de consolidação de conhecimentos e de ajuste de postura com relação à inovação.

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Poli e British Gas assinam protocolo de intenções para parceria

Objetivo é o desenvolvimento futuro de novas tecnologias
para exploração de petróleo e gás nas áreas do pré-sal.

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