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Poli-USP e Secretaria de Energia e Mineração promovem concurso na área de mineração

USP e Secretaria de Energia e Mineração promovem 1° Concurso de Projetos de Destinação de Áreas Mineradas para Utilização Econômica e Social

Estimular no estado o aproveitamento de antigas áreas de mineração em novos negócios e turismo é o objetivo do concurso

ACESSE AQUI O EDITAL.

A Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo lançaram nesta quinta-feira, 5 de abril, o 1° Concurso de Projetos de Destinação de Áreas Mineradas para Utilização Econômica e Social.

O concurso tem como objetivo difundir no meio universitário do Estado e na população em geral o conceito de que a mineração após cumprir sua missão de abastecer as cadeias produtivas com insumos minerais, podem ter novas aplicações de alto interesse social, econômico e turístico em áreas exauridas.

Para o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, existem exemplos de áreas mineradas na capital paulista que podem servir de exemplo para outras cidades do Estado.

“A raia olímpica da USP, onde diversos atletas treinam esportes aquáticos, e o parque do Ibirapuera são dois exemplos concretos de antigas áreas de mineração de areia que tiveram uma redestinação e atualmente servem de lazer para a população”, disse Meirelles.

Podem participar do concurso estudantes regularmente matriculados e cursando universidades em todo o estado de São Paulo. Os trabalhos podem ser realizados em equipes de até cinco pessoas.

“A Escola Politécnica está muito feliz em realizar essa parceria. Desejamos  desenvolver políticas públicas de médio e longo prazo com projetos de estado para a sociedade”, afirmou a diretora da Poli-USP, Liedi Bernucci. 

A competição abrangerá duas modalidades, Mineração em Cavas e Mineração em Meia Encosta. Os projetos deverão ser realizados com base em áreas mineradas exclusivamente no Estado de São Paulo.

“Trouxemos a ideia da Subsecretaria de Mineração para dentro da Poli e estruturamos o projeto que deve dar uma importante contribuição para o setor de mineração e de meio ambiente”, explicou o professor e chefe do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Poli/USP, Giorgio de Tomi.

Os três melhores projetos de cada modalidade serão premiados com troféus e certificados entregues em solenidade, que será realizada no dia 10 de setembro.

“Sou entusiasta dessas iniciativas com as universidades. Esse concurso encontra um eco enorme especialmente com quem trabalha na área de meio ambiente”, ressaltou o secretário-adjunto do Meio Ambiente, Eduardo Trani. 

As inscrições dos projetos serão abertas a partir do dia 30 de abril e terminam em 30 de junho. Os estudantes interessados podem conferir uma prévia do edital no link, que será lançado em versão definitiva após sair no Diário Oficial do Estado de São Paulo. 

“Tragam projetos de todas as universidades e cidades que vamos analisar. Parabenizamos a USP por realizar esse projeto que transcende a instituição, o que mostra o compromisso da instituição com o desenvolvimento do estado”, disse o subsecretário de Mineração, José Jaime Sznelwar. 

A Comissão Julgadora será constituída por até 20 membros incluindo professores universitários, representantes do setor produtivo, órgãos estaduais e profissionais de notório saber.

 Farão parte da  comissão julgadora membros do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Mineração,  Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo,  Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração, Instituto Brasileiro de Mineração, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Geoconsultoria Ltda., Secretaria de Energia e Mineração, Secretaria do Meio Ambiente,  Núcleo de Pesquisa para a Mineração Responsável da Universidade de São Paulo, Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Universidade Estadual de Campinas, Superintendência de Gestão Ambiental da Universidade de São Paulo, Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Ordem dos Advogados do Brasil - São Paulo, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo, Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo e Associação Paulista de Engenheiros de Minas.

As fotos do evento estão disponíveis no link.

Assessoria de Imprensa da Poli-USP

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Assessoria de imprensa da Secretaria de Energia e Mineração

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Última atualização em Seg, 09 de Abril de 2018 10:14
 

Big data: Ciência busca mecanismos para garantir a qualidade das informações

No Brasil, uma pesquisa da Poli-USP definiu as bases de um software que ajudará na triagem das informações sobre biodiversidade.

Transformar a big data em uma ferramenta útil para a Ciência é o sonho de pesquisadores do mundo todo. No Brasil, uma das propostas neste sentido foi trabalhada pelo cientista da computação Allan Koch Veiga, em seu doutorado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Ele desenvolveu um framework que irá possibilitar o desenvolvimento de softwares para facilitar a triagem das informações sobre biodiversidade coletadas por cientistas nos grandes bancos de dados.

“Este framework é um arcabouço conceitual usado para resolver um problema específico. Neste caso, precisávamos criar mecanismos que apontassem eventuais problemas de qualidade para que a informação pudesse ser gerida da melhor forma”, conta Veiga. O desafio não foi pequeno pois há várias décadas pesquisadores do mundo inteiro vêm armazenando e compartilhando informações sobre biodiversidade. “Temos hoje algo em torno de 800 milhões de registros de espécies, digitalizados e disponibilizados para qualquer pessoa usar”, conta.

É válido ou não? – Diante deste universo, o primeiro esforço da pesquisa foi investigar a forma como essas informações são compartilhadas pela comunidade científica nos bancos de dados. “A padronização, contudo, não consegue estabelecer a qualidade da informação. Ela define como deve ser expresso o nome científico de uma espécie, mas não indica ou verifica se o nome inserido pelo pesquisador no banco de dados está grafado corretamente”, exemplifica. Surgiu, então, o verdadeiro desafio da pesquisa.

“O problema inicial era justamente saber o que é qualidade de dado para um cientista”, diz Veiga. “Cada um tinha um conceito para alta e baixa qualidade, então tive de partir dessa definição conceitual para continuar o projeto, e cheguei

à constatação de que a qualidade é algo relativo, que varia de acordo com os objetivos da pesquisa, ou seja, depende de como o dado será utilizado”, prossegue.

Um dado, por si só, não pode ser classificado como de baixa ou alta qualidade porque pode ser útil para um determinado estudo e não servir para outro. Se um biólogo está fazendo a modelagem de distribuição de espécie, por exemplo, ele precisa saber exatamente onde a espécie ocorre, ou seja, é necessário ter as coordenadas geográficas. Mas se o pesquisador está apenas tentando descobrir se uma espécie ocorre dentro de um país, não há necessidade de saber as coordenadas.

Na prática – Como não é possível saber qual a necessidade de cada usuário individualmente, em seu framework Veiga desenhou um conjunto de ferramentas que poderão dar a resposta sobre a qualidade das informações, tanto para quem gera o dado como para quem consulta.

Para quem gera o dado, as ferramentas forneceriam um relatório que indicaria quando uma informação tem baixa qualidade e precisa ser aprimorada ou corrigida. Para quem consulta, as ferramentas trariam, por exemplo, todos os registros da espécie pesquisada, identificando quais são de alta qualidade e de baixa. “Isso será sinalizado para o pesquisador, e caberá a ele decidir se fará ou não o uso daquela informação. Além disso, o pesquisador pode alertar ao gerador do conteúdo se houver problemas na informação, como um erro de grafia ou ausência de coordenadas geográficas”, explica.

O framework já foi validado por Veiga. Parte do seu doutorado foi feita na Universidade de Harvard (EUA), onde ele aplicou a inovação em uma base de dados sobre biodiversidade. Nela, ele pode observar quais eram os dados de baixa e alta qualidade existentes nesse banco de dados. Hoje há uma negociação em curso para que seu framework seja implantado no banco de dados sobre a biodiversidade do Brasil, o Sistema de Informação Sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr).

“Tínhamos pesquisas prévias que já apontavam para esse gargalo, mas Veiga colocou isso de forma clara, interessante, na forma de framework. Foi uma forma inovadora de lidar com o problema”, elogiou o orientador da pesquisa, Antonio Mauro Saraiva, docente do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais.

Sobre a pesquisa - A pesquisa de Veiga, intitulada “A conceptual framework on biodiversity data quality” foi realizada no âmbito do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (BioComp), grupo multidisciplinar sediado na Poli. Para estudar o problema, Veiga dialogou com grupos de pesquisa de diversos países e se debruçou sobre a Global Biodiversity Information Facility (GBIF), um hub sediado na Dinamarca que concentra informações de bancos de dados sobre biodiversidade de vários países. O GBIF trabalha em parceria com outras organizações, como a Biodiversity Information Standards (TDWG), responsável por criar os padrões sobre os dados de biodiversidade. O trabalho deu origem a um artigo na PLOS, que pode ser lido na íntegra aqui

Última atualização em Qui, 29 de Março de 2018 12:40
 

Apesar de ter melhor desempenho, aluno cotista precisa de apoio

Essa é uma das conclusões de um debate promovido pela Poli-USP sobre o sistema de cotas, que reuniu representantes de diversas instituições que já adotaram o sistema. 

Ontem (27/3), na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, um debate sobre o sistema de cotas que apresentou experiências de diversas instituições na área confirmou o que vem sendo divulgado pontualmente: os alunos que entram por cotas nas universidades públicas têm notas similares às dos demais estudantes, e tampouco apresentam uma taxa de evasão significativa. Tendem também a ter um desempenho melhor que os demais ao longo do curso. No entanto, o apoio financeiro, entre outras medidas que facilitem a adaptação deles, é fundamental para garantir o êxito dos programas. 

Isso ficou claro na apresentação da professora Maria Angélica Pedra Minhoto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), instituição que reúne indicadores bastante completos para acompanhar a evolução das políticas afirmativas. “Nossos indicadores mostram a relevância dos programas de apoio financeiros aos alunos mais vulneráveis”, destacou ela, que integra a Comissão para Estudo do Perfil dos Estudantes de Graduação da instituição, responsável pela pesquisa.

O estudo da Unifesp, sobre o sistema de cotas e a trajetória escolar desses estudantes dos seus seis campi – Baixada Santista, Diadema, Guarulhos, Osasco, São José dos Campos e São Paulo, também incluiu um índice de vulnerabilidade sociocultural. De acordo com esse índice, dos 2.809 ingressantes pelo sistema de cotas na graduação da Unifesp 65% possuem renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo.

Segundo ela, a evasão dos cotistas, apesar de ser similar aos dos demais, estaria mais relacionada ao fato deles precisarem de emprego, em especial entre os alunos do período vespertino. Como recomendações, além do apoio financeiro, ela apontou a necessidade de estimular a integração dos cotistas logo no começo do curso, pois a tendência é que se evadam nos primeiros anos. Planejar um currículo que permita a eles se ambientar ao curso, mas que coloque desafios permanentemente aos estudantes; manter o comprometimento com o crescimento intelectual dos alunos; e promover a valorização da carreira escolhida por eles, ressaltando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho, apontou ela.

Mais dados confirmam – Na Unifesp, segundo os dados apresentados no evento, a performance dos cotistas e não cotistas é similar. O mesmo ocorre na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade de Brasília (UnB), segundo o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA) e do Insper, Naércio Menezes Filho, que estuda o assunto. E também na Universidade Federal do ABC (UFABC), conforme apresentação do professor José Aquiles Baesso Grimoni, do Departamento de Engenharia de Energia e Automação da Poli.

Na UFMG, por exemplo, a nota média dos alunos sem cota no ENEM 2011 foi de 733,8; já entre os alunos cotistas ficou em 723. Na UnB, uma avaliação relativa aos graduandos do segundo semestre de 2004 a 2013 mostra uma diferença pouco significativa na evasão, com variação entre os cursos. De 30.623 alunos sem cotas e 6.273 com cotas, a taxa de desligamento foi de 28,2% e de 28,9%, respectivamente. Menezes Filho faz coro à Minhoto, da Unifesp: as instituições que oferecem cotas precisam ter políticas de auxílio financeiro para os estudantes de baixa renda.

“Há um pensamento de que as cotas rompem com a política da meritocracia e que isso levaria a universidade à decadência, mas os dados apresentados não estão nos mostrando isso, pelo contrário”, afirmou o professor Mauro Zilbovicius da Poli-USP, que coordena uma comissão na instituição para planejar e acompanhar a evolução da adoção da política de cotas na instituição. O debate faz parte das atividades dessa comissão.

Confira no canal da Poli no Youtube a íntegra do debate.

Última atualização em Qua, 28 de Março de 2018 19:15
 

Homenagem à Marielle Franco e a Anderson Gomes marca cerimônia de premiação da Febrace 2018

Os destaques da Feira realizada na Poli-USP receberam prêmios na tarde desta sexta-feira, em evento na Cidade Universitária.

A cerimônia de anúncio dos vencedores e de entrega dos prêmios aos que se destacaram na 16ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na tarde desta sexta-feira (16/03) no auditório do CDI, no campus da Cidade Universitária, em São Paulo, foi marcada por uma homenagem à vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Pedro Gomes, assassinados no Rio de Janeiro. O evento científico é organizado anualmente pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Este ano, foram apresentados 346 projetos feitos por estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares de todo o País.

Os autores dos melhores trabalhos ganharam troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 300 prêmios. Como nas edições anteriores, também concorreram a uma das nove vagas para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, em Pittsburgh, Pennsylvania, nos EUA.

A fase final da cerimônia de premiação foi aberta pelo vice-diretor da Poli-USP, professor Reinaldo Giudici. “A Febrace, mais uma vez, foi um sucesso. É um evento de grande relevância para a sociedade e muito importante para a Poli”, afirmou ele, parabenizando os organizadores, apoiadores e, especialmente, os professores e alunos que apresentaram projetos na Feira.

A seguir, a organizadora geral do evento e professora da Poli, Roseli de Deus Lopes, subiu ao palco para fazer os agradecimentos a todos os participantes. Ela afirmou que as instituições que apoiam as escolas, alunos e professores fazem um investimento cujo retorno é garantido, pois aplicado em pessoas muito talentosas, como mostraram os projetos deste ano. “Registramos finalistas de mais de mil municípios brasileiros. Se juntarmos toda essa força de rede, vamos conseguir mudar a realidade das nossas comunidades e do nosso País”, destacou.

Ela disse ainda que todos os participantes devem ser considerar premiados. “Mas os que sobem aqui neste palco para receber um prêmio precisam entender que têm uma responsabilidade ainda maior, pois algumas oportunidades vão ser apresentadas para vocês, primeiro”, completou. Ela recomendou que todos continuem investindo em seus estudos e se esforcem sempre mais, desafiando-os, inclusive, a enviar artigos científicos sobre seu projetos para revistas especializadas.

Reflexão e homenagem – A organizadora da Febrace aproveitou a oportunidade para pedir uma reflexão dos participantes sobre dois acontecimentos importantes da última semana. “Estamos no século XXI, prestes a enviar missões tripuladas a Marte, podendo ver das coisas mais distantes aos menores objetos, mas nos encontramos à beira do obscurantismo, permeados pela presença do extremismo”, contrapôs.

O primeiro fato do qual ela falou foram os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, no Rio de Janeiro, para quem ela pediu um minuto de silêncio. Ao fim, os participantes da Febrace deram o grito de “Marielle, presente”, que marcou as manifestações nas diversas cidades ao longo da semana, emendado a um salva de aplausos para as duas vítimas. A seguir, Roseli leu um manifesto divulgado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) sobre o tema.

O segundo acontecimento foi a morte do físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking. “Queria trazer para reflexão de vocês a sua história de superação. Graças à sua determinação e ao desenvolvimento científico e tecnológico que permitiu a esse cérebro brilhante expressar suas ideias, ele conseguiu ter uma vida longa e produtiva”, destacou. “Devemos nos inspirar em pessoas como essas, que, mesmo com limitações tão severas, conseguem ir tão longe”, apontou.

Por fim, ela destacou a importância das Ciências Sociais/Humanas para o avanço das demais áreas científicas. “Quando, nós, das Exatas, das Engenharias, desenvolvemos uma tecnologia, mudamos o comportamento das pessoas, como observamos agora com as redes sociais, por exemplo. Precisamos trabalhar com todas as Ciências, para que não façamos desenvolvimentos equivocados. Não podemos ser apenas consumidores de tecnologia”, acrescentou. Ela concluiu sua fala dizendo que todos os jovens e crianças podem ser grandes cientistas, mas essa possibilidade precisa ser ofertada a elas. Quando isso não ocorre pela via familiar, os professores devem ocupar esse papel.

Mais informações sobre a Febrace no site oficial - http://febrace.org.br.

 

Formação e atuação multidisciplinar são a chave do sucesso na Engenharia

É o que ressaltou Glaucius Oliva na aula inaugural da Poli-USP deste ano.

Engenheiro eletrônico formado pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), mestre em física pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e doutor em cristalografia de proteínas pela Universidade de Londres. A trajetória de Glaucius Oliva é um exemplo concreto de como a formação multidisciplinar pode levar a uma carreira de sucesso. Usando sua experiência, Oliva mostrou aos ingressantes da Escola Politécnica (Poli) da USP a importância de se atuar em equipe e mobilizar informações e competências das mais diferentes áreas da ciência para a solução de problemas complexos da sociedade atual. Oliva esteve na Poli para proferir a aula inaugural de 2018, realizada ontem (26/02), em São Paulo.

Coube ao diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, apresentar Oliva aos novos estudantes. “Ele tem um currículo muito rico. Além de engenheiro e físico, atuou como presidente do CNPq e hoje coordena um Cepid [Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp] que procura descobrir medicamentos para combater doenças como a febre amarela, a dengue e a zika. É um exemplo de como um profissional de Exatas pode contribuir para o enfrentamento de problemas graves da sociedade”, destacou Piqueira.

Oliva coordena o Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar/CEPID-Fapesp) que reúne pesquisadores de diversas áreas e instituições para encontrar fármacos contra viroses transmitidas por insetos. “Hoje enfrentamos problemas cada vez mais complexos, que exigem a combinação de um conjunto de informações provenientes de muitas disciplinas. É o que fazemos no nosso Cepid”, afirmou.

“Mobilizamos pessoas e conhecimento da Química, da Biologia Celular, da Biologia Molecular, da Física, da Engenharia de Computação etc, usamos modelagem e recursos computacionais pesados, tudo para encontrar uma molécula com potencial de se tornar um medicamento. Precisamos da interdisciplinaridade e da atuação em equipe para avançarmos”, destacou. “Costumo dizer que ‘saber quem sabe’ é mais importante do que saber tudo”, completou.

Ao traçar um histórico sobre a evolução da ciência, que partiu do modelo grego, mais generalista, para os séculos XIX e XX, no qual se firmou a divisão por disciplinas, Oliva lembrou que a especialização foi fundamental para o avanço do conhecimento ao longo da nossa história. “Mas estamos agora em uma fase na qual o conhecimento volta a convergir. E vocês, futuros engenheiros, precisam atuar em grupo, porque não é viável que se saiba tudo”, disse.

Segundo ele, apenas dominar as técnicas não vai fazer de ninguém um bom engenheiro. “Saber usar bem programas é importante, mas cada vez mais os próprios computadores vão passar a fazer esse tipo de trabalho, e possivelmente o farão melhor do que vocês”, alertou. Em sua avaliação, o essencial para ser um bom engenheiro é desenvolver um bom conhecimento de base e aplicar a inventividade, a criatividade, para construir um novo conhecimento. Isso faz a diferença. “O que a Poli vai dar a vocês é uma formação básica sólida, vai ensiná-los a usar ferramentas para resolução de diferentes problemas. Isso vai abrir as portas”, destacou.

Confira as fotos da aula inaugural com o professor Glaucius Oliva no álbum da Poli-USP no Flickr

Última atualização em Ter, 27 de Fevereiro de 2018 17:07
 

Ano letivo na Poli-USP começa com recepção aos calouros

A manhã desta segunda-feira(26/02) foi marcada por um ciclo de palestras com professores da Escola sobre seu funcionamento.

O ano letivo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) começou nesta segunda-feira (26/02) com uma sequência de palestras na parte da manhã, na qual docentes falaram sobre a história da instituição, seu funcionamento, a responsabilidade de se estudar numa das maiores escolas de Engenharia do País e de se trabalhar em benefício da sociedade. Os alunos também ouviram apresentações sobre as diversas atividades que podem exercer nos campos do ensino, da pesquisa e da extensão, e os serviços de apoio com os quais podem contar durante sua vida acadêmica.

Um dos docentes encarregados de recepcionar os alunos foi o diretor da Escola, professor José Roberto Castilho Piqueira, que iniciou sua fala para os ingressantes dos cursos de Engenharia Elétrica e de Computação parabenizando-os pela conquista. “Até agora vocês reproduziram conhecimento, mas aqui na Poli vão começar a trabalhar em assuntos que, muitas vezes, nem o mundo não sabe fazer. Vocês estão indo da reprodução do conhecimento para a produção, e isso é um trabalho duro”, enfatizou ele.

Piqueira acrescentou que o nível de exigência vai aumentar e que não é fácil estudar e fazer Engenharia. Também lembrou do escopo amplo de responsabilidade que cada aluno está assumindo ao entrar na Poli-USP. “Nossa Escola não é gratuita. Ela soma 445 professores, a grande maioria doutores, temos toda a infraestrutura dos nossos laboratórios, e manter isso tudo não é barato”, completou. “Vocês adquiriram o direito de cursar essa Escola gratuitamente, mas alguém vai pagá-la por vocês, e esse alguém é a sociedade brasileira. A obrigação de vocês, agora, não é mais com seus pais e mães, mas com essa sociedade”, afirmou.

Ao comentar as origens republicanas e abolicionistas da Poli, Piqueira ressaltou que não cabe preconceito no espaço da Escola, mas, sim, competência e honestidade. À falta de ética de profissionais do mercado envolvidos com os recentes escândalos de corrupção relacionados a empresas que atuam em Engenharia, ele contrapôs nomes de vários politécnicos que devem servir de exemplo aos estudantes, como os politécnicos Ary Torres, Antônio Francisco de Paula Souza e Teodoro Sampaio.

Ao fazer um breve apanhado da história da Poli, Piqueira destacou os indicadores atuais que a colocam como uma das principais instituições no ensino e na pesquisa em Engenharia, como estar entre as 55 melhores nos rankings internacionais (em alguns cursos, está entre as 30 primeiras). Falou ainda da implementação do curso de Engenharia de Petróleo no campus de Santos, considerado o melhor do País.

Também deu alguns conselhos práticos para os estudantes enfrentarem os momentos difíceis ao longo do curso, como ter momentos de descontração para aliviar o estresse, mas se dedicarem aos estudos para superar eventuais notas baixas. “Se aproximem dos professores, nós estamos aqui para ajudá-los. A Poli é multidisciplinar, aproveitem isso. Queremos que vocês tenham uma boa passagem pela nossa Escola. Estamos aqui para formar bons engenheiros para a sociedade e é isso que queremos de vocês, que saiam daqui e sejam bons engenheiros”, finalizou.

Além do professor Piqueira, também integraram a atividade de recepção os professores Patrícia Matai, Francisco Cardoso e Fábio Cozman. Após a recepção inicial, foram feitas outras palestras com representantes da Assistência Acadêmica (AA); da Comissão de Pesquisa (CPq); Comissão de Relações Internacionais (CRInt); da Comissão de Cultura e Extensão (CCEx); e da Comissão do Ciclo Básico (CCB). Confira no Flickr da Poli-USP as fotos das atividades iniciais de recepção aos calouros 2018 e clique aqui para acessar a página com informações úteis para os ingressantes.

Última atualização em Seg, 26 de Fevereiro de 2018 18:25
 

Cientistas apresentam pesquisas sobre mecânica computacional na Poli-USP

Workshop Teuto-Brasileiro em Mecânica Computacional tem por objetivo estreitar laços entre pesquisadores de ambos os países.

Cerca de 120 pesquisadores participam da primeira edição do Workshop Teuto-Brasileiro em Mecânica Computacional na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que termina nesta terça-feira (20/02). Trata-se de um evento internacional, que reúne pesquisadores não só do Brasil e da Alemanha, como de outros países, como França, vindos de diversas instituições nacionais e estrangeiras.

Dois dos pesquisadores de maior destaque em Mecânica Computacional participaram da abertura do workshop, promovido pelo professor Paulo de Mattos Pimenta, do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica (PEF) da Poli-USP. São os alemães Peter Wriggers, vice-reitor e catedrático em Mecânica Computacional na Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Leibniz de Hannover, e Jörg Schröder, pró-reitor de Pesquisa e catedrático de Mecânica Computacional na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Duisburg-Essen.

Representando o reitor da USP, professor Vahan Agopyan, a pró-reitora de Pesquisa, professora Marta Teresa da Silva Arretche, parabenizou a todos pela realização do evento. “Este é o resultado de uma longa colaboração, que promove o encontro de professores, pesquisadores e estudantes, e uma excelente iniciativa para ampliação dessa parceria”, disse.

Ela destacou ainda a liderança da Poli-USP na Engenharia brasileira e sua contribuição em relação à pesquisa e formação de alunos, atuação junto a projetos de aplicação na indústria, e promoção da internacionalização da Universidade, com a realização de programas de intercâmbio e duplo diploma. “Iniciativas como essa, que buscam ampliar a cooperação internacional, são mais do que bem-vindas pela USP”, completou.

A intenção de ampliar a cooperação foi reforçada por Peter Wriggers e Jörg Schröder em suas breves saudações na abertura. “Temos uma longa história de uma frutífera colaboração com os brasileiros, são mais de dez aos trabalhando juntos”, apontou Wriggers. Ele afirmou ter grande interesse em promover o intercâmbio especialmente entre doutores, para intensificar ainda mais a troca de conhecimento científico entre os países.

Coube ao professor Henrique Lindenberg Neto, presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt-Poli), fazer uma apresentação geral da Escola aos presentes. Em virtude do workshop ser organizado em parceria com instituições da Alemanha, ele enfatizou a grande proximidade da Poli com aquele país, contando que o fundador da Poli, Antonio Francisco de Paula Souza, concluiu sua formação em Engenharia na Alemanha, e que o arquiteto alemão Maximilian Emil Hehl, que projetou a Catedral da Sé, foi docente da instituição. Ele também mostrou indicadores do programa de dupla diploma da Poli envolvendo universidades e institutos alemãos, dos programas de intercâmbio, em que alunos politécnicos fazem parte da sua graduação na Alemanha, e sobre alunos alemães que vêm para a Poli para complementar seus estudos.

Já o professor Gilberto Francisco Martha de Souza, presidente da Comissão de Pesquisa da Poli-USP, ressaltou a importância do tema. “A Mecânica Computacional é importante para quase todas das áreas da Engenharia”, afirmou.

Segundo o organizador do workshop, chefe do Departamento de Estruturas e Geotecnia (PEF) da Poli-USP, professor Paulo de Mattos Pimenta, a Mecânica Computacional possibilita desenvolver ferramentas para simular e testar sistemas que hoje são cada vez mais complexos e lidam com grande quantidade de variáveis, uma área de aplicação transversal na Engenharia. “Vamos ver apresentações de alguns dos melhores pesquisadores da área durante esse workshop, é uma grande oportunidade”, comentou o docente, que anunciou a realização de outro evento sobre o tema ainda este ano, o XXXIX Congresso Ibero-Latino-Americano de Métodos Computacionais em Engenharia (Cilamce) em Paris e Compiège, na França, no mês de novembro. Ele é coorganizador desse encontro.

O Workshop Teuto-Brasileiro é resultado de um trabalho que o professor Pimenta vem desenvolvendo em cooperação com Alemanha já há alguns anos. Ele foi o primeiro pesquisador brasileiro, e o primeiro engenheiro do mundo, a ser agraciado com o Georg Forster Research Award, concedido pela Fundação Alexander von Humboldt, da Alemanha. Como parte do prêmio, ele atuou a partir de 2015 na Universidade de Duisburg-Essen, com o objetivo de estruturar um grupo de pesquisa conjunto de Mecânica Computacional.

Clique aqui para conferir as fotos da abertura do evento no Flickr da Poli-USP. 

Última atualização em Seg, 19 de Fevereiro de 2018 15:30
 


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