Escola Politécnica da USP

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Poli-USP divulga nomes dos alunos que vão representar o Brasil em maratona do Vaticano

Cinco alunos foram selecionados no torneio “USP na Vatican Hack” para representar a Universidade no evento que será realizada em março de 2018.

A equipe organizadora da “USP na Vatican Hack” anunciou os nomes dos cinco alunos que vão representar a Universidade de São Paulo (USP) na Vatican Hack, a primeira maratona de programação do Vaticano, que será realizada nos dias 9, 10 e 11 de março de 2018, na Itália. A Escola Politécnica da USP organizou e sediou a competição brasileira, realizada nos dias 16 e 17 últimos no campus da Cidade Universitária, em São Paulo. Os estudantes tiveram, como desafio, desenvolver uma solução relacionada aos refugiados.

A Vatican Hack é promovida por um grupo formado pela OPTIC Society, com o suporte da Lateran University, Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Estarão representando a USP nessa competição dois alunos da Poli-USP, Fadi Sami El Didi e Laís Harumi Fukujima Aguiar, que atuaram como engenheiros de software na hackathon da USP; Lidia Costa Gregorini, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), que trabalhou como designer; Fernando Vezzani Ferreira de Santana, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP), que foi especialista em negócios; e Marina Garcia Ribeiro, aluna do Instituto de Biociências (IB-USP), que atuou como designer de soluções sociais.

Os alunos se inscreveram para ocupar uma determinada atuação no grupo, daí cada um ter sua função na hackthon. Eles foram selecionados por processo de avaliação individual do desempenho na competição, no papel que cada um desempenhou ao longo dos dois dias do evento, o que se deu independentemente da colocação de seus grupos na maratona.

Foram levados em conta para a escolha aspectos como qualificação, motivação social, sensibilidade e conhecimento sobre as questões levantadas pelo Papa Francisco, além da capacidade de trabalhar em equipe. Os cinco escolhidos receberão apoio com passagens – fornecidas pela Poli para os engenheiros de software, pela FAU para o designer, pela FEA para o aluno de negócios, e pela Pró-Reitoria de Graduação para a estudante do IB. A alimentação e a hospedagem serão fornecidas pelo Vaticano.

O que vem a seguir – “Como próximo passo, vamos oferecer aos estudantes um treinamento no mês de fevereiro para melhor qualificá-los para a maratona no Vaticano”, conta a professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, docente do Departamento de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Poli, responsável por organizar a hackaton na USP. “Os alunos conseguiram um grande entrosamento nos dois dias da nossa hackathon e já estão bem integrados. Temos um bom grupo nos representando no Vaticano”, comemora.

Devem participar do torneio cerca de 100 estudantes de 20 instituições de ensino superior ao redor do mundo. A competição foi estruturada de acordo com o que o Papa Francisco pensa a respeito do uso das tecnologias como ferramentas transformadoras da sociedade e é voltada para a busca por soluções de problemas sociais atuais. O tema será selecionado entre três assuntos principais: combate ao desperdício, diálogo inter-religioso e migração e refugiados.

Portanto, o desafio a ser escolhido na disputa no Vaticano não será, necessariamente, o mesmo selecionado pela maratona realizada na USP. “Escolhemos trabalhar a questão dos refugiados na competição da USP porque é um tema próximo da nossa realidade. Trouxemos inclusive uma refugiada para relatar aos alunos durante a maratona as dificuldades que essas pessoas enfrentam”, lembra Filgueiras.

A melhor solução no “USP na Vatican Hack” – Além de definir, entre todos os participantes, aqueles que iriam para a hackthon do Vaticano, a equipe de mentores e a banca julgadora, composta por docentes da universidade, premiou o Grupo 5 pela melhor solução desenvolvida no âmbito do torneio realizado na Poli-USP. O grupo vencedor foi formado pelos alunos Lais Harumi Fukujima Aguiar (Poli), Rafael Rodrigues Mendes Ribeiro (EESC), Douglas Luan de Souza (Poli), Fernando Vezzani Ferreira de Santana (FEA), Haline Aparecida de Oliveira Floriano (Escola de Comunicação e Artes - ECA) e Victor Alves de Souza (FAU).

A equipe propôs como solução a plataforma Ref-a-Ref, uma central de e-mails que seria o primeiro emprego do refugiado. Uma empresa que tenha ou deseje ter um serviço de atendimento ao consumidor (SAC) por e-mail contrataria a Ref-a-Ref para utilizar sua plataforma. Caberá ao refugiado, cadastrado na plataforma, responder mensagens relacionadas a dúvidas ou sugestões encaminhadas ao SAC da empresa.

O refugiado seria pago pela empresa para receber os e-mails dos consumidores, ler e responder as mensagens utilizando um serviço de tradutor automático como apoio. Isso resolve três problemas do refugiado: encontrar um emprego inicial no país, aprender o idioma e ter uma fonte de renda inicial. Na assinatura do e-mail, haveria o nome do refugiado, com um breve histórico e currículo dele, além de um canal no qual a pessoa que recebeu a resposta poderia contatá-lo, via Ref-a-Ref, para uma oferta de emprego ou fazer uma doação a esse refugiado para dar apoio financeiro.

A empresa utilizadora da plataforma ganharia em relação ao custo das operações do SAC, que não seria superior ao que ela pagaria no mercado, mas, principalmente, estaria cumprindo com sua responsabilidade social, gerando um impacto positivo para sua imagem perante a sociedade.

Para chegar às soluções para o desafio na maratona da USP, como a plataforma Ref-a-Ref, todos os grupos assistiram uma palestra sobre o tema do desafio – os refugiados e o contexto atual brasileiro na esfera política e social. Também viram apresentações sobre assuntos relacionados a desenvolvimento de projetos de inovação como design thinking, técnicas para desenvolver, testar, escalar e vender suas ideias, e oficinas de prototipação.

Confira no Facebook as fotos e os vídeos dos dois dias da “USP na Vatican Hack” e no site da maratona os nomes e fotos dos vencedores.

Última atualização em Qui, 21 de Dezembro de 2017 16:56
 

PCS premia melhores projetos de formatura de 2017

Alunos de graduação foram reconhecidos por seus trabalhos de conclusão do curso.

Foi realizada nesta quarta-feira (20/12) a cerimônia de premiação dos melhores trabalhos de conclusão de curso dos alunos de graduação de Engenharia de Computação (Cooperativo) e Engenharia Elétrica com Ênfase em Computação (Semestral) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O reconhecimento é dado anualmente pelo Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS).

As pesquisas podiam ser desenvolvidas individualmente ou em grupo. Na terça-feira (19/12), os estudantes fizeram a apresentação prática de seus trabalhos de conclusão dos cursos, como se estivessem participando de uma feira científica. No dia seguinte, foi a vez de apresentarem os projetos para uma banca de professores, que deram as notas. Com base nas notas das apresentações prática e teórica de cada trabalho foram escolhidos os oito melhores, premiados com diplomas de Menção Honrosa.

Entre esses oito, um foi selecionado para receber o certificado de Melhor Projeto de Formatura 2017. O campeão da noite foi o projeto “Machine Learning aplicado a processamento de áudio: distinção entre fala e música”, de autoria dos alunos Felipe Malbergier, Nazli Setton Filippini e Rodrigo Domingues Pereira Sabino. O trabalho foi orientado pelo professor do PCS Jorge Luís Risco Becerra.

Os estudantes receberam os certificados de Menção Honrosa das mãos dos professores responsáveis pela disciplina de Projeto de Formatura, João Batista Camargo Junior e Paulo Sérgio Cugnasca. Já a Chefe do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, professora Anna Helena Reali Costa, entregou o certificado de melhor projeto.

Confira no Flickr da Poli-USP o álbum de fotos da cerimônia.  

Última atualização em Qui, 21 de Dezembro de 2017 15:26
 

Terras raras na conexão Brasil-Alemanha

IPT mostra plano de centro com foco na cadeia do superímã de terras raras em evento na Embaixada brasileira em Berlim
 
Ganha massa a parceria entre Brasil e Alemanha em torno da utilização industrial de elementos de terras raras. “As pesquisas brasileiras sobre as cadeias produtivas de terras raras encontram-se em estágio avançado no País, o que acabou estimulando o envolvimento de instituições alemãs em busca do desenvolvimento tecnológico conjunto. A ideia é que o Brasil possa elaborar um produto – no caso, o superímã de terras raras – com valor agregado e não simplesmente a matéria-prima mineral”, afirma Fernando Landgraf, diretor presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e professor do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da USP. “Temos possibilidade de articular nossa cadeia produtiva para ir da mina ao superímã”, completa. IPT e Poli atuam de forma conjunta em busca do desenvolvimento de superimãs e realizaram recentemente um workshop sobre o tema. 
 
Nos dias 14 e 15 de dezembro Landgraf participou em Berlim do ‘Workshop – Strategic Minerals and Innovation in Brazil’, organizado conjuntamente pela Embaixada Brasileira e Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. A cerimônia de abertura do evento foi presidida pelo embaixador Mauro Vilalva. Reuniu cerca de 70 pessoas ligadas a empresas alemãs da área de tecnologias de mineração (como a Fichtner Water & Transportation), interessadas no uso de terras raras (casos da Siemens e BMW, entre outras) e academia (universidades de Duisburg e Técnica de Clausthal, THGA e institutos de pesquisas).
 
Foram apresentados diversos trabalhos técnicos brasileiros sobre o momento das terras raras no país. Fernando Landgraf apresentou o trabalho conjunto entre IPT e USP intitulado “A implementação e a estruturação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para produção de superímãs de terras raras”. Marcos Flavio Campos, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentou “As reservas e a pesquisa brasileira em terras raras”. Paulo Wendhausen, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), discorreu sobre “O projeto Brasil-Alemanha de Tecnologia de Terras Raras – projeto REGINA” (sigla em inglês). André Carlos Silva, da Universidade Federal de Goiás (UFG), apresentou “Projetos de terras raras no estado de Goiás”. Eduardo Soriano, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações falou sobre “A estratégia brasileira de ciência, tecnologia e inovação em terras raras”.
 
Oportunidade – Na avaliação de Landgraf, o crescimento da parceira entre os dois países prende-se ao fato das empresas alemãs serem grandes consumidoras de terras raras, muito utilizadas na fabricação de geradores eólicos e carros elétricos, por exemplo, e o Brasil como potencial fornecedor de superímãs. “Hoje o mercado mundial de terras raras é dominado pela China. Decorrente dessa dependência, ocorreu uma ‘bolha’ de preços em 2011 que gerou insegurança quanto à oferta do mineral no mercado internacional. O fenômeno repetiu-se em 2017. O preço do neodímio metálico, por exemplo, aumentou cinco vezes entre janeiro e setembro deste ano, retornando em novembro ao patamar de janeiro, quando o quilo custava cerca de 40 dólares.”
 
Para Landgraf, há duas causas possíveis para a ‘bolha’ especulativa de preços deste ano. A primeira, embutida no anúncio do governo chinês de que sua legislação ambiental reduziria o número de empresas fornecedoras de terras raras para o mercado internacional. A segunda pode ter sido reflexo do estabelecimento de data-limite para o fim da produção de motores a combustão interna na Europa, com o consequente aumento na demanda por superímãs de terras raras para motorização dos carros elétricos.
 
Neste contexto, o IPT e a Escola Politécnica da USP uniram esforços. “Trabalhamos conjuntamente no desenvolvimento tecnológico para elaboração e solidificação controlada da liga de ‘neodímio-ferro-boro’ usada na fabricação dos superímãs”, explica Landgraf. “O projeto, que deverá estar concluído até o final de 2018, tem financiamento das empresas CBMM e Weg, com apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).” Landgraf vê crescer a possibilidade de sucesso desta iniciativa diante do avanço de outro projeto, iniciado em agosto deste ano e também com foco no desenvolvimento dos superímãs de terras raras, que envolve sete instituições de pesquisa brasileiras e outra sete alemãs. “No Brasil a coordenação é da UFSC e na Alemanha do Instituto Fraunhofer IWKS, neste esforço importante que coloca em foco a internacionalização da pesquisa tecnológica brasileira.”
 
(Assessoria de Imprensa do IPT) 
Última atualização em Qui, 21 de Dezembro de 2017 09:57
 

Poli-USP inaugura Central Multiusuário em Manufatura Avançada em Internet das Coisas

A central será disponibilizada para a comunidade científica, empresas incubadas, start-ups e
outras iniciativas científicas e empresariais voltadas para a inovação.
 

Inserido no âmbito do Plano Nacional de Internet das Coisas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da Escola Politécnica da USP (CITI-USP), inaugura no dia 21 de dezembro de 2017, às 15h30, a Central Multiusuário em Manufatura Avançada em Internet das Coisas. O evento contará com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

O CITI-USP é um Núcleo de Apoio à Pesquisa vinculado à Escola Politécnica da USP. O Objetivo do CITI-USP é pesquisar, desenvolver e promover a inovação no contexto das Tecnologias de Comunicação e Informação.

O CITI-USP tem foco especial em Internet das Coisas, onde nos próximos anos haverá grandes avanços no campo da ciência, do desenvolvimento e da inovação nas  tecnologias de conexão de pessoas, máquinas e objetos.

A Central Multiusuário será voltada para pesquisas e desenvolvimentos em Internet das Coisas, disponibilizando equipamento para a manufatura avançada de circuitos, dispositivos e equipamentos. Conta com equipamentos de última geração para o desenvolvimento de protótipos, cabeças de série e produtos inovadores. A central será disponibilizada para a comunidade científica, empresas incubadas, start-ups e outras iniciativas científicas e empresariais voltadas para a inovação.

O Plano Nacional em Internet das Coisas, que deverá ser lançado brevemente, tem como base o estudo técnico encomendado pelo MCTIC e o BNDES para acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento do desenvolvimento sustentável do país. No plano proposto foram identificados quatro ambientes prioritários Cidades; Saúde; Agronegócio e Indústria.

Esta iniciativa da Escola Politécnica da USP insere-se no contexto de criação de ecossistemas de inovação preconizados no Plano Nacional de Internet das Coisas.

AGENDA:

Data: 21 de dezembro de 2018
Horário: 15h30
Local: CITI-USP
Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues 436, Travessa 4, Cidade Universitária, Butantã. Próximo ao prédio da Diretoria da Escola Politécnica da USP.

Última atualização em Ter, 19 de Dezembro de 2017 11:07
 

Poli-USP e empresa Red Hat discutem parceria

Executivos da empresa e Diretoria da Escola identificam áreas de interesse comum para acordo de cooperação em ensino, pesquisa e inovação.

O presidente da Red Hat Brasil, Gilson Magalhães, o diretor de Serviços da América Latina da empresa, Alexandre Duarte, e o representante da Red Hat Academy Latam, Wellington Lopes, estiveram na Escola Politécnica da USP para discutir oportunidades de cooperação em ensino de graduação e pós-graduação, pesquisa e inovação. Eles se reuniram no dia 11 de dezembro com o diretor da instituição, professor José Roberto Castilho Piqueira, e com o professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS), Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, para falar das áreas de interesse comum entre a Escola e a companhia.

Foram previstas, inicialmente, atividades de cooperação envolvendo o desenvolvimento de pesquisas e de ferramentas de software em Big Data Analytics e Data Science, Computação em Nuvem e Desenvolvimento de Aplicações modernas. A Red Hat pretende, ainda, apoiar a formação dos alunos da Poli-USP com a disponibilização de ferramentas de software, treinamentos e certificações para alunos de graduação e pós-graduação na Escola.

A Red Hat é uma das líderes mundiais no fornecimento de soluções open source para tecnologia da informação corporativa. São 90 escritórios instalados em 35 países. A empresa possui como clientes 90% das maiores companhias do mundo integrantes da lista Fortume 500. 

 

Melhores alunos recebem prêmios em noite de celebração na Poli-USP

Foram entregues 22 prêmios a estudantes que se concluíram a formação em Engenharia no ano letivo de 2016. 

Um total de 22 prêmios foi entregue na noite desta quinta-feira (14/12) aos alunos que mais se destacaram no ano de 2016 na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A cerimônia foi realizada no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, no prédio da Administração da Poli, em São Paulo, e contou com a participação de amigos e familiares dos premiados, além de docentes da instituição e representantes de empresas e entidades setoriais parceiras que também oferecem prêmios aos estudantes.

“Estamos dentro de uma universidade que se classifica entre as 200 melhores do mundo e a Poli tem todos os seus cursos posicionados entre os 55 primeiros lugares nos rankings internacionais”, destacou o diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira. Em seu pronunciamento, ele recordou, ainda, o momento da fundação da Escola, em 1893, quando um grupo de republicanos abolicionistas se uniram para a criação de uma instituição de ensino de Engenharia que contribuísse para a construção e desenvolvimento do País. “Aqui não cabe preconceito, mas trabalho e vontade de melhorar a vida das pessoas”, acrescentou.

Ele também citou nomes de logradouros públicos que são homenagem a famosos politécnicos, como Ari Torres, Ramos de Azevedo e Paula Souza, e disse que os premiados de hoje podem ser como essas pessoas amanhã. “Esses nomes são os politécnicos que construíram São Paulo, e é um orgulho ser politécnico, mas é importante que não seja trazida, junto com esse orgulho, a prepotência”, disse.

“O Brasil precisa, hoje, mais do que nunca, de generosidade, algo que marcou as pessoas que dão nome aos prêmios que vocês estão recebendo hoje”, ressaltou ele, citando alguns prêmios que levam nomes de docentes da Poli. “Trabalhem para a qualidade de vida da sociedade”, recomendou.

Ele finalizou seu discurso lembrando de que se trata da sua última participação como Diretor da Escola na entrega dos prêmios aos melhores alunos, pois seu mandato se encerra em março de 2018. “Termino minha gestão com orgulho e um sentimento de felicidade por ter tido a oportunidade de trabalhar com e para pessoas de tão alto nível como os nossos alunos, professores e funcionários.”

Representando a Comissão de Graduação da Poli-USP, o coordenador do curso de Engenharia Naval, professor Bernardo Luís Rodrigues de Andrade, disse que a entrega dos prêmios remete à formatura dos estudantes, momento de muita satisfação, pois é quando se vê concluído um ciclo no qual os professores tentaram fazer o seu melhor, não só na instrução técnica, mas na formação de cidadãos que poderão ser líderes do Brasil. “Nossos alunos estão entre os melhores na Engenharia do País e é uma satisfação entregar prêmios para os melhores entre os melhores”, concluiu.

O diretor do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo, capitão de Mar-e-Guerra engenheiro Jorge Luiz da Cunha, também parabenizou os politécnicos premiados. “São 61 anos de parceria entre a Marinha e a Poli, e somos parceiros porque sabemos da excelência do ensino das Engenharias", disse.

O vice-presidente da Associação Paulista de Engenheiros de Minas (Apemi), professor Lineu Azuaga Ayres da Silva, falou da importância da Engenharia para o desenvolvimento do Brasil e dos “professores brilhantes da Escola, que tiveram papel importante na formação de várias gerações de engenheiros” de quem os premiados são herdeiros. “Honrem o nome desta Escola e elevem os nomes desses mestres, cuja atuação permitiu que vocês estejam aqui, listados com os melhores entre os melhores.”

Coube ao estudante André Amaral de Souza – que, com seus quatro prêmios, foi o aluno mais premiado da cerimônia –, fazer o discurso em nome dos formados. Ele lembrou dos períodos difíceis, de acúmulo de provas, trabalhos e exercícios. “São esses os momentos que nos fazem crescer", ressaltou Souza, que também agradeceu o apoio da família e dos colegas de curso. “Sempre dê seu máximo, não faça nada pela metade. Foi o que aprendi na Poli”, afirmou. “Devemos também nos lembrar que vamos carregar não só nossos nomes em tudo o que fizermos, mas também os nomes de nossas famílias e da Escola Politécnica”, encerrou.

Premiações da Administração da Escola – A Diretoria da Poli ofereceu o Prêmio “Conde Armando Álvares Penteado” para os três primeiros lugares nos cursos de graduação para os alunos Andre Amaral de Sousa, da Engenharia de Computação, premiado em primeiro lugar; Arthur Valle Salles, da Engenharia de Produção, segundo colocado; e Guilherme Scabin Vicinansa, da Engenharia Elétrica, em terceiro. Os prêmios foram entregues pelo professor Piqueira.

Outra homenagem prestada pela Diretoria foi o Prêmio “Francisco de Paula Ramos de Azevedo”, conferido anualmente aos formados da Poli que tenham se destacado nos últimos três anos do curso, em qualquer das habilitações oferecidas pela Escola. O vencedor da categoria foi, novamente, o politécnico Andre Amaral de Souza, da Engenharia de Computação, que recebeu o prêmio das mãos do professor Bernardo Luis Rodrigues de Andrade.

A Diretoria concedeu, ainda, um terceiro prêmio, “Professor Doutor Oscar Brito Augusto”, ao formado da Poli que tenha se destacado em seus estudos e que tenha realizado, em universidade do exterior, atividades de intercâmbio estudantil. O chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica, professor Alexandre Nicolaos Simos, entregou o prêmio para Marino Ossamu Muramatsu, pai de Fábio Tsuyoshi Muramatsu, formado em Engenharia Elétrica - Ênfase em Computação, que não esteve na cerimônia por estar em viagem.

Prêmios dos Departamentos – Alguns departamentos da Poli também premiaram seus melhores alunos. O Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle, concedeu o prêmio “Prof. Jocelyn Freitas Bennaton” ao formado do Curso de Engenharia Elétrica - Ênfase em Automação e Controle que obteve a maior média ponderada global: Guilherme Scabin Vicinansa.

Outro prêmio oferecido pelo Departamento, por parte do Laboratório de Comunicações e Sinais (LCS), foi o "Luiz de Queiroz Orsini" aos melhores alunos do quarto e quinto anos do curso. Foram premiados Lucas de Oliveira Lyra (quarto ano) e Blas Lucci Sanchez (quinto ano).

O Departamento também homenageou o aluno que desenvolveu o melhor Trabalho de conclusão de curso, por meio do Prêmio “Prof. Marcio Rillo”. Como houve um empate, os politécnicos Arthur Castello Branco de Oliveira e Daniel Noriaki Kurosawa receberam a honraria.

Outro prêmio foi o “Prof. Lucas Nogueira Garcez”, oferecido pelo Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental aos formados dos cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia Civil (melhor média no conjunto das disciplinas). Os premiados foram Carolina Arrebola Postigo (Engenharia Ambiental) e Bruno Szpigel Dzialoszynski (Engenharia Civil).

Já o Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas concedeu o prêmio “Prof. Dr. Áurio Gilberto Falcone” para o aluno que apresentou o melhor trabalho de formatura no curso de Engenharia Elétrica - Ênfase em Energia e Automação Elétricas. Neste ano, o premiado foi Celso Henrique Santos Rocha.

Veja no Flickr da Poli as fotos da cerimônia de entrega dos prêmios (https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157690364463624)

 

Primeira edição do Programa de Integração dos Estudantes de Engenharia da USP é concluída

Participantes propuseram melhorias no processo de obtenção da amônia, visando sua utilização na fabricação de fertilizantes.

Resolver os problemas que envolvem o gasto de energia associada à cadeia produtiva de fertilizantes no Brasil foi o grande desafio de Engenharia enfrentado por estudantes de diversos campi da Universidade de São Paulo (USP) durante os dias 11 e 15 de dezembro na Escola Politécnica (Poli-USP). A atividade fez parte da segunda fase do Programa de Integração dos Estudantes de Engenharia (PIE2), uma iniciativa da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade e da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest).

O grupo vencedor explicou que aproximadamente 90% da energia demandada na produção dos fertilizantes no Brasil é utilizada somente para a fabricação da amônia, composto presente nos químicos. Ela é feita por meio de um processo denominado reforma à vapor, que necessita da queima de combustíveis fósseis.

A ideia do grupo foi otimizar a reforma à vapor, substituindo a queima dos combustíveis fósseis por energia termoelétrica e decomposição de resíduos orgânicos, que geram os gases necessários para a produção da amônia. Eles garantiram que essa melhoria, além de economizar energia, ainda substituiria uma fonte não renovável por fontes limpas, gerando o biogás e contribuindo para o meio ambiente.

Os estudantes levaram para casa bolsas no valor de US$ 1,2 mil mensais para cada membro para a realização de estágios no exterior.

Sobre o encerramento - Os docentes da Poli Larissa Driemeier e Nicola Getschko, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), e Marcelo Becker, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos (SEM-EESC), foram os organizadores do Programa. Driemeier, representando a diretoria da Poli, agradeceu a presença de todos e destacou o sucesso do evento. “Todos os competidores foram além do que esperávamos, pois tínhamos conhecimento da dificuldade do desafio ante o tempo tão curto que vocês tinham”, afirmou.

Outros projetos - Ao todo, as seis equipes - que estavam representadas por cores - apresentaram suas soluções. O time  azul claro atacou o sistema de transporte dos fertilizantes no Brasil, que é majoritariamente rodoviário, encontra-se, segundo o levantamento do grupo, precário, e necessita reduzir o gasto de diesel para realizar as viagens. Para isso, eles repensaram a logística do setor e propuseram um aplicativo que medisse informações dos caminhões (como posicionamento e condições do veículo), a fim de criar uma base de dados que possibilite estudos posteriores mais profundos sobre os gastos de combustíveis e as emissões de gases de efeito estufa.

A equipe cinza idealizou uma nova composição de adubo, formada por lipídeos e carboidratos, a fim de maximizar a quantidade de nutrientes que a planta absorveria, diminuindo assim a quantidade de produto necessária. A equipe azul escuro propôs a substituição do sistema de transporte rodoviário da amônia por um sistema de gasodutos, enquanto a vermelha pensou na utilização do lodo de esgoto doméstico no lugar dos fertilizantes.

Por fim, a equipe laranja pensou no desenvolvimento do ibi, um mini robô que analisa a qualidade e as especificidades do solo a ser estudado. Combinando técnicas tradicionais de análise, como as análises químicas, com métodos mais novos, como a obtenção de imagens, eles pensaram em uma máquina capaz de realizar o estudo de um hectare de terra a cada duas horas.

Última atualização em Ter, 19 de Dezembro de 2017 13:18
 


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