Escola Politécnica da USP

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Poli-USP recebe delegação coreana

Seguindo o acordo tecnológico assinado entre os dois países em 2015, a visita serviu para discutir Engenharia.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) recebeu, na última quarta-feira (07/06), uma delegação coreana que incluía pesquisadores do Korea Research Institute for Vocational Education and Training (KRIVET), representantes do Ministério do Trabalho e do Serviço de Recursos Humanos da Coreia e assessores do consulado coreano no Brasil. A delegação foi recepcionada pelo professor e diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira, e participou de uma reunião com o presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt), professor Henrique Lindenberg Neto, a representante da Escola no Conselho Regional de Engenharia (CREA), professora Anna Luiza Marques Ayres da Silva, e o docente do Departamento de Engenharia Química (PQI), Song Won Park.

A reunião, realizada Prédio da Administração Central da Poli, teve como principal objetivo discutir a atual situação da Engenharia em ambos os países, atividade prevista no Memorando de Entendimento (MOU) assinado em 2015 entre os governos brasileiro e coreano. O Memorando trata de um acordo de cooperação e colaboração baseado na troca de conhecimento, ideias e atividades Brasil/Coreia, com o intuito de fomentar o diálogo e parcerias em diversos setores tecnológicos.

Tendo isso em vista, a delegação contatou a Escola para saber mais sobre a grade curricular dos cursos da Poli, os panoramas do mercado de trabalho para engenheiros no Brasil e as possibilidades que o país possui em mobilidade internacional de estudantes e profissionais, além de mostrar aos brasileiros como funciona a formação de um engenheiro na Coreia.

O evento se iniciou com breves apresentações dos presentes na mesa. Após isso, o professor Lindenberg falou sobre a história da Universidade, a estrutura da Poli, de seus cursos e dos acordos que a Escola possui com outras universidades ao redor do mundo. Nessa parte do encontro, ele lembrou a dificuldade que alguns estrangeiros encontram quando fazem o intercâmbio na USP, uma vez que a maioria das aulas é ministrada em português. Porém, destacou que a Poli possui programas de mobilidade em pesquisas oferecidas a esses alunos, em que as atividades desenvolvidas são em inglês.

O KRIVET também fez uma apresentação focada no intuito do encontro – a coleta de informações para os estudos da instituição a respeito de possíveis acordos na área de Engenharia entre os países –, e sobre como funciona o ensino na Coreia. Nesse país, os cursos de Engenharia possuem quatro anos de duração e, já com o diploma em mãos, os recém-formados devem se submeter a um teste teórico sobre Engenharia. Não é necessário passar na prova para exercer a profissão, mas eles garantem que esse é um grande diferencial para o currículo.

A professora Ayres esclareceu as dúvidas dos convidados a respeito do CREA. Ela explicou que o Conselho serve para reconhecer e qualificar os profissionais da área, e que, quando o aluno conclui a graduação em Engenharia, deve solicitar a permissão legal do órgão para exercer a profissão. Já Park se encarregou de traçar o panorama sobre o mercado de trabalho para Engenharia no país. Ele afirmou que, apesar de o país passar por uma crise econômica e financeira, os formados pela Escola são muito requisitados por uma demanda crescente de mão de obra qualificada no Brasil. A visita terminou com agradecimentos de ambos os lados.

(Amanda Panteri)

 

Poli-USP desenvolve simulador de trem para Vale

Único do gênero, sistema passa por aprimoramentos – , como gráficos mais realistas e novos modelos de trens – , que estão em fase de conclusão.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desenvolveu para a empresa brasileira Vale um simulador de trem, utilizado para treinamento dos operadores da frota que a mineradora utiliza para transportar a produção de suas minas para os portos nacionais. Não há sistema similar a esse desenvolvido no Brasil e ele tem algumas características inéditas que nenhum simulador internacional possui, segundo o coordenador do projeto, o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP, Roberto Spinola Barbosa.

O projeto, iniciado em 2008, vem sendo tocado de forma ininterrupta e já chegou à terceira geração do simulador, que deve ser entregue este ano com aperfeiçoamentos gráficos. Desde seu início até o momento, o projeto já recebeu investimentos da ordem de R$ 4 milhões.

São  mais de mil quilômetros de linhas ferroviárias, simulando as redes da Vale Carajás – que liga as minas de Carajás, no Pará, ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, e pelas quais são transportados minério de ferro, ferro-gusa, manganês, cobre, combustíveis e carvão; a linha férrea Vitória a Minas – por onde é transportada a produção de minério de ferro do interior de Minas Gerais até o porto de Tubarão, no Espírito Santo, e também cargas para terceiros (carvão e produtos agrícolas); e uma linha em Moçambique, na África. A Vale tem simuladores em operação nas suas instalações em Vitória, Belo Horizonte, Carajás, São Luís e Moçambique.

“Nosso sistema utiliza modelos computacionais desenvolvidos por pesquisadores, alunos de pós-graduação, graduação e iniciação científica da Poli-USP que simulam movimentos dinâmicos do trem, indicam a sua posição espacial e trazem informações topográficas, de forma que o maquinista atue como se estivesse no mundo real”, aponta Spinola, que coordena o Laboratório de Dinâmica e Simulação Veicular (LDSV), onde está instalado o simulador.

“Nessa terceira versão do simulador melhoramos tudo. Ele está mais completo, tem mais funcionalidades. Estamos refazendo toda a parte gráfica das imagens, buscando maior resolução para melhorar a qualidade e dar uma sensação ainda mais acentuada de realidade para os maquinistas em treinamento”, conta.

Uma das principais inovações do simulador está na implementação do modo multiplayer ou multiusuário. “Agora, em vez do instrutor treinar os operadores ao longo de uma linha específica, é possível treinar o maquinista em uma malha ferroviária completa, com a presença de sinalização e de outros trens em várias linhas que se interconectam e que são operados por outros maquinistas em treinamento, simulando de forma integral o tráfego”, explica.

Uma outra novidade do sistema é a conexão com a internet. “Com isso, um instrutor de São Paulo pode treinar um maquinista que está em Vitória ou um profissional que está em Belo Horizonte pode programar e acompanhar uma simulação com um operador que está em Moçambique”, exemplifica.

Três laboratórios da Poli atuam no projeto de desenvolvimento e aprimoramento do simulador. A coordenação do projeto é do Laboratório de Dinâmica e Simulação Veicular, responsável pelo desenvolvimento dos modelos dos sistemas, das locomotivas, dos vagões, projetados de forma detalhada para o simulador, de modo a serem idênticos aos modelos reais. Nele também está instalado um simulador, usado para as pesquisas que visam seu aprimoramento.

Já o Laboratório de Automação e Controle (LAC) é responsável pela parte de programação da rede e toda estrutura computacional. Por fim, o Tanque Numérico de Provas (TPN) cuida da parte de processamento de imagens, área que dominam por conta dos simuladores de navios que desenvolveram. Os simuladores foram desenvolvidos com recursos da Vale, e a propriedade intelectual é compartilhada – 50% da empresa e 50% da Poli-USP.

O funcionamento – Um conjunto de computadores funciona como central de comando. Nela, os instrutores da Vale fazem as configurações que desejam aplicar nas simulações a serem feitas pelos maquinistas. “O instrutor programa os circuitos de treinamento, se haverá desvios para mudar de via, semáforos, animais na linha, escolhe o tamanho do trem, decide se haverá operações de encaixe para formação dos trens, que carga será transportada, sua quantidade, situações de emergência como a falha de um freio em trecho de descida etc”, conta.

O simulador, em si, é uma cópia exata da parte interna de uma cabine da locomotiva: tem o painel e todos os comandos existentes em uma locomotiva, como acelerador e freio. Telas no que seriam as janelas mostram o cenário em 3D percorrido pelo maquinista no treinamento. Há telas na frente, lateral e na parte traseira, cada uma mostrando as imagens de acordo com a perspectiva real que um maquinista teria numa cabine de verdade, permitindo uma visão 360 graus da imagem.

A topografia do cenário exibida é a que existe, de fato, nas regiões por onde passam as linhas férreas, e totalmente georreferenciada. As fotos para constituir as imagens que se vê nas telas foram tiradas de imagens de satélite similar as utilizadas no Google Earth. É possível usar óculos especiais para ampliar a sensação da tridimensionalidade. Dessa forma, o operador pilota o trem em uma rede férrea que realmente existe, em condições de relevo plano ou montanhoso como no mundo real.

Os sons do motor e até mesmo da buzina (acionada para espantar animais da linha ou alertar veículos e pessoas sobre a passagem do trem, situações que são simuladas pelo sistema) são iguais aos de um trem de verdade. Túneis, pátios de estacionamento e abastecimento, os terminais de chegada e saída dos portos: tudo está presente e é uma cópia digital do que se encontra no mundo físico.

É também possível sobrevoar o cenário e ver o trem se deslocando como se estivesse em um helicóptero. “Posso colocar o observador em qualquer lugar do cenário, não apenas dentro da cabine. Ele pode estar parado no posto de abastecimento, por exemplo, e ver passar o trem que está sendo pilotado pelo maquinista em treinamento”, diz.

O instrutor tem um registro completo de todo o treinamento feito pelo maquinista no simulador. “Ele sabe qual foi a velocidade, quanto o maquinista usou de freio em determinado trecho, se apertou a buzina na hora do cruzamento. O sistema de avaliação automática tira pontos na medida em que o maquinista em treinamento deixa de fazer algo. Ele sabe as regras básicas de operação e verá o que deixou de cumprir, podendo aprimorar seu desempenho”, destaca. Como as simulações de cada operador de trem ficam armazenadas, é possível comparar a performance do maquinista de um ano para outro. Esses profissionais passam por treinamento anual.

Além disso, o instrutor pode otimizar a operação a partir dos dados recolhidos na simulação. “Ele pode, por exemplo, sugerir que o maquinista não use tanto freio em determinado trecho, por ver que não é necessário, e isso pode economizar combustível”, exemplifica. Outra grande vantagem está na simulação de situações de risco ou emergência. “Com o simulador, você pode preparar o maquinista para lidar com situações de perigo envolvendo, por exemplo, um trem com freio degradado, sem causar risco real para as pessoas ou prejuízo financeiro”. ”, completa.

Por enquanto, o simulador é usado apenas para as operações da Vale, mas é possível realizar novas pesquisas que possam ser desenvolvidas para outras aplicações. “Podemos desenvolver um simulador para trem de passageiro ou para metrô, apenas precisamos de aporte financeiro para custear um projeto desse tipo”, finaliza.

Confira as fotos do simulardor no álbum do Flickr da Escola: https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157681207422743

(Janaína Simões)

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Atendimento à imprensa:

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Janaína Simões
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Tel. (11) 5549-1863 

 

RCGI promove palestra sobre energia, inovação e colaboração entre academia e a indústria

Rob Littel, da Shell, vai falar sobre como a empresa vê o futuro da energia no mundo. 

No próximo dia 6 de junho o Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), que fica sediado na Escola Polténica, recebe Rob Littel, General Manager Gas Separation da Shell, para a palestra Powering Progress Together: an industry perspective on energy, innovation and collaboration. O evento é gratuito e aberto ao público.  

De acordo com Alexandre Breda, Executive Committee Representative da Shell, nesta palestra Littel vai falar sobre como a Shell vê o futuro da energia no mundo. “Basicamente o tema é: quais os desafios que temos pela frente e como a tecnologia pode ajudar a vencê-los?”, resume. Segundo Breda, Littel dará exemplos de tecnologias de Carbon Capture and Storage (CCS) que estão sendo desenvolvidas pela empresa no exterior e abrirá a conversa para perguntas e debate. “Queremos saber da academia como é que ela vê o futuro da energia no mundo”, diz Breda.

Responsável por tecnologias de separação de gases e de CCS na multinacional, Littel já afirmou, em evento ao qual esteve presente no Brasil em meados do ano passado, que a CCS é apenas uma das tecnologias disponíveis para possibilitar o uso de combustíveis fósseis sem aumentar emissões.

“Estamos olhando para todas as tecnologias candidatas [a nos ajudar com a questão das emissões] como opções. Colocamos energia nelas e nos comprometemos a desenvolvê-las o mais rapidamente possível, e ao mesmo tempo, estamos muito abertos a outras tecnologias disruptivas. Se houver uma tecnologia melhor, estaremos lá! Ficaremos felizes de mudar o curso”, disse ele na ocasião.

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Serviço: Powering Progress Together: an industry perspective on energy, innovation and collaboration
Dia: 6 de junho
Hora: das 10h30 às 11h30
Onde: Auditório do Prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da USP (Av. Professor Mello Moraes, 2.231, Cidade Universitária, São Paulo).

 

Máquinas de pagamento eletrônico podem ser suscetíveis a ataques

Simulações de ataques a equipamentos buscam identificar e alertar, com antecedência, sobre riscos de segurança

Na Internet das Coisas (IoT), sensores colocados em objetos captam informações e, por meio de um dispositivo de transmissão, tornam-nas disponíveis on-line. A tecnologia, cada vez mais acessível, também pode ser utilizada para atacar máquinas de pagamento e “roubar” informações, como senhas de cartões, ao captar o som do acionamento das teclas, alerta pesquisa da Escola Politécnica (Poli) da USP. O estudo do doutor em engenharia elétrica Gerson de Souza Faria mostra que é possível instalar dispositivos para captar e transmitir dados sem necessidade de violar equipamentos. As simulações de ataques realizadas na pesquisa têm o objetivo de identificar e alertar com antecedência sobre problemas de segurança dos equipamentos, para que haja desenvolvimento de máquinas mais seguras.

As máquinas de pagamento por cartão seguem normas internacionais de segurança bastante rigorosas. “Por exemplo, se você abrir o equipamento para inserir uma estrutura maliciosa como fios e chips, o próprio dispositivo destrói as chaves criptográficas que permitem o seu funcionamento”, diz Faria. “No entanto, como as máquinas funcionam de modo semelhante a um telefone celular, alguns modelos possuem um espaço para o chip SAM Card e baterias, que precisa ser aberto para serem instalados. Ali há espaço suficiente para colocar sensores que capturam informações, como senhas de cartões, sem precisar violar o equipamento.”

A IoT consiste em sensores que obtêm informações sobre diversas quantidades físicas, tais como som, vibração, localização geográfica, temperatura e umidade, que podem ser disponibilizadas na internet por meio de dispositivos de transmissão de dados. “Embora a evolução destes sensores e sua integração à internet tragam uma série de facilidades para o dia a dia, na medida em que muitos equipamentos podem ser controlados por meio do telefone celular, ela também traz problemas de segurança”, afirma o pesquisador. “Como a tecnologia está disponível a todos, um sensor pode ser colocado maliciosamente em uma máquina de pagamentos para ‘roubar’ senhas sem deixar rastros, como um ‘chupa-cabras’ de terceira geração.”

Embora haja registros do uso de sensores para capturar senhas digitadas em telefones celulares, não se conhece nenhum caso de seu uso em máquinas de pagamento. No entanto, a evolução da IoT tem tornado os sensores e seus sistemas auxiliares, que possuem código e hardware abertos, menores, mais baratos e mais acessíveis, de forma a difundir a tecnologia. “Na IoT, segurança não é considerada um valor agregado, mas um custo. Desse modo, primeiro as tecnologias dos sensores e de comunicação são disponibilizadas para serem difundidas”, observa o pesquisador. “Somente quando aparecem os problemas é que se pensa em questões de segurança, como no caso das babás eletrônicas e bonecas que transmitiam dados violando a privacidade das famílias.”

Ataques - A pesquisa simulou três tipos de ataques não invasivos a máquinas de pagamento com cartão. Um deles consistiu no roubo de senhas pela captação dos sons emitidos pelo acionamento das teclas. “Pelas normas internacionais desse tipo de equipamento, estabelecidas pela organização Payment Card Industry (PCI), ele não deveria permitir nenhum tipo de captação de informação pelo som das teclas, emissões eletromagnéticas ou qualquer outro tipo de medição”, relata Faria. “O ‘bip’ que é emitido durante o uso do teclado não permite diferenciar que tecla foi acionada. No entanto, em alguns tipos de teclado mecânico, cada tecla ao ser acionada emite um ruído característico, devido à construção do mecanismo de acionamento. É esse som que é captado pelos sensores e permite identificar a senha. No entanto, o dispositivo não tem acesso direto aos dados do cartão no sistema da máquina e teriam de ser capturados de outro modo.”

Outros ataques simulados durante a realização da pesquisa utilizaram tipos diferentes de sensores para obter senhas: acelerômetros, usados para estimar a posição da tecla pressionada a partir da vibração que o acionamento provoca dentro da máquina, e, por fim, células de carga, uma espécie de balança com sensores de pressão que medem a força exercida nas teclas ao serem acionadas, permitindo sua identificação.

A ideia das simulações é descobrir o funcionamento dos ataques antes que aconteçam em situações reais. “Por exemplo, no caso de alguns teclados mecânicos, é preciso modificar o design do teclado para que ele não emita ruídos quando acionado, o que não acontece em teclados tipo touch. Em caixas eletrônicos, é mais difícil o uso de sensores, pois os teclados são colocados em compartimentos blindados”, aponta o pesquisador. Em algumas máquinas, também seria necessário eliminar compartimentos para colocação de chips, onde dispositivos maliciosos podem ser colocados.

Parte dos resultados da pesquisa foi reunida em artigo publicado nos anais da IEEE International Conference on Systems, Man and Cybernetics (SMC 2015), realizada em Hong Kong, e no periódico Computers & Security, em 2016. As conclusões do estudo também foram comunicadas ao Banco Central do Brasil, ao Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), à Financial Conduct Autoriy (FCA), autoridade reguladora do sistema financeiro no Reino Unido, e à operadora de cartões Visa.

De acordo com a empresa de consultoria Gartner, em 2020, o mercado negro de informações capturadas de forma ilegal por sensores da Internet das coisas movimentará cerca de 5 bilhões de dólares em todo o mundo. “Isso equivale ao valor total arrecadado pelas exportações da indústria eletroeletrônica brasileira no ano de 2016”, destaca. A pesquisa é descrita na tese de doutorado Novos ataques de canal secundário a dispositivos de entrada manual de dados confidenciais, apresentada no Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica, orientada pelo professor Hae Yong Kim.

(Júlio Bernardes | Jonnal da USP)

 

Poli-USP recebe autora de projeto de lei sobre fundos endowment

Encontro foi organizado pelo Grêmio Politécnico e contou com presença da vice-diretora da Escola, docentes da Poli e da USP e alunos.

A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), que tem um projeto de lei regulamentando e incentivando a criação de fundos de endowment, esteve nesta segunda-feira (20/05) na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para falar sobre sua proposta a alunos e docentes da Poli e da USP no encontro “Politizados”, organizado pelo Grêmio Politécnico, que contou com a participação de cerca de 40 pessoas. A parlamentar foi recebida pela vice-diretora da Poli, a professora Liedi Legi Bariani Bernucci; pelo vice-presidente do Fundo Patrimonial Amigos da Poli, Peter Sonnenberg; e pelo presidente do Grêmio Politécnico, Luca Artiolli.

O projeto de lei número 16, de 2015, prevê que as instituições públicas de ensino superior possam criar Fundos Patrimoniais vinculados às mesmas para poderem administrar recursos de doações de pessoas físicas ou de empresas. Todo o montante arrecadado fica livre de tributações federais, e deve ser investido em projetos e programas da unidade. Segundo a senadora, ele está tramitando em caráter terminativo, ou seja, assim que for aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado será encaminhado para a Câmara dos Deputados, caso não exista requerimento por parte de algum senador para que o projeto seja submetido a plenário.

Na avaliação da senadora, a tramitação deverá ocorrer sem grandes problemas porque se trata de uma matéria que não enfrenta muitos conflitos. Segundo ela, há um entendimento entre os parlamentares de que as universidades devem ter o financiamento do Estado, mas que devem contar com outras alternativas de captação de recursos, como já ocorre com as instituições norte-americanas e inglesas, que recebem grandes contribuições de ex alunos, na forma de doação a fundos de endowment.

Mobilização da academia – A senadora explicou que o projeto poderia enfrentar alguma resistência por parte da área econômica do governo, já que prevê desoneração fiscal e o País está em crise, mas que trabalhou para montar o PL de forma a poder detalhar melhor a questão do impacto fiscal posteriormente, na regulamentação do PL. Essa estratégia busca a aprovação da proposta no Congresso Nacional. “Precisamos do apoio de vocês, dos que se beneficiariam com o projeto. Entrem em contato com os parlamentares, divulguem o projeto em suas redes de contato, pois ele ainda não é amplamente conhecido e a sociedade precisa entender a sua relevância”, afirmou Lemos.

A vice-diretora da Poli-USP reforçou o pedido de divulgação, lembrando da necessidade que as universidades têm de encontrar fontes de recursos em uma época de crise econômica como a vivida hoje pelo País. “A USP, a Poli são centros de excelência e não podemos permitir movimentos de descontinuidade porque, se o fizermos, a retomada será muito mais difícil. O Fundo Amigos da Poli veio em um momento importantíssimo e tem contribuído com projetos importantes para nossa Escola”, disse Bernucci. “O projeto de lei da senadora é uma iniciativa positiva. Queremos que aumente os recursos do Fundo [Amigos da Poli] para voltarmos a olhar o futuro de forma positiva, com fôlego; então se mobilizem para divulgar a proposta”, acrescentou.

Peter Sonnenberg, do Amigos da Poli, ressaltou que o fundo patrimonial tem R$ 1,5 milhão para apoiar projetos da Escola este ano. “É um valor pioneiro, mas temos demandas muito maiores do que isso, projetos incríveis que procuram melhorar a vida das pessoas. A aprovação do projeto de lei, com certeza, vai nos ajudar a trazer mais recursos para o fundo e para a Poli”, disse.

Durante o evento, a presidente da Confederação Brasileira de Fundações (Cebraf) e da Associação Paulista de Fundações (APF), Doria Silvia Cunha Bueno, entregou para a vice-diretora da Poli um documento que contém um resumo do projeto de lei e que pede o apoio da Escola para o PL. As entidades que Bueno representa defendem que o PL 16/2015 contemple também as fundações privadas. A proposta original discute apenas os incentivos para criação de fundos de endowment criados por universidades públicas.

Tramitação – O PL 16/2015 não foi votado na semana passada por falta de quórum na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Se a aprovação ocorrer, o projeto será encaminhado para a Câmara dos Deputados. Nessa Casa, deve passar pelas comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Tributação; e Educação. Caso sofra alterações, volta ao Senado. Do contrário, sendo aprovado pelos deputados, segue para sanção presidencial.

Na Câmara, já existe um projeto de lei que trata dos fundos de endowment, de autoria da deputada Bruna Furlan (PSDB-SP). A senadora Ana Amélia Lemos diz que já conversou com a deputada e há um entendimento para que ambos os projetos sejam apensados (tramitam conjuntamente), de forma que o PL seja aprovado mais rapidamente.

Para acessar ao projeto de lei, clique aqui. Confira as fotos do evento no Flickr da Poli (https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157681331162764).

(Janaína Simões)

 

Poli Social realiza semana sobre terceiro setor

Os participantes da I Semana Social poderão conhecer diversas ONGs e participar de um mutirão de distribuição de alimentos.

A associação estudantil Poli Social, que promove atividades voltadas ao terceiro setor, promove a primeira edição da Semana Social da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Do dia 30 de maio a 2 de junho, os participantes da Semana terão contato com diversas ONGs por meio de feiras e palestras. O ponto alto do evento será o Ato Voluntário, no dia 2, quando será feita distribuição de alimentos para moradores de rua do centro de São Paulo. Para participar do evento, é necessária a inscrição prévia apenas para a distribuição de alimentos.

“Sentíamos falta de um momento durante o ano para mostrar o que realmente é feito pelo terceiro setor e o que a Poli Social faz além dos eventos”, conta Mariana Yaginuma, assessora de Eventos do Poli Social. Os alunos da associação politécnica esperam, com a Semana, influenciar positivamente o maior número de pessoas possível. “Pretendemos mostrar aos participantes que eles podem seguir caminhos que impactam a sociedade positivamente ainda durante a faculdade e que isso pode ter continuidade quando já estiveremno mercado de trabalho”, acrescenta.

Ela conta que a Semana Social recebeu o apoio financeiro de pessoas que se identificaram com o projeto, e também da Fundação Lemann, organização criada com o intuito de incentivar projetos inovadores em educação, realizar pesquisas para embasar políticas públicas na área e oferecer formação adequada a profissionais do ensino.

A programação – A Semana começa no dia 30, às 11 horas, com uma feira no vão do prédio do Biênio da Poli-USP, no campus do Butantã, em que estarão presentes ONGs e empresas de cunho social. Lá, as entidades se dividirão em estandes e estarão disponíveis para explicar sobre as suas áreas de atuação e tirar eventuais dúvidas dos presentes.

O dia 31 contará com as Social Talks, apresentações de politécnicos que atuam na Fundação Lemann. Os ex-alunos da Poli-USP Fernando Paiva, César Wedemann, Carlos Henrique Uehara e Peter Sonnenberg serão os palestrantes.

No primeiro dia 1º de junho, representantes de diferentes setores da sociedade que promovem trabalhos sociais irão expor suas ideias, além de contar como se envolveram com as causas que defendem. Tanto as Social Talks como a palestra ocorrerão no Anfiteatro Professor Francisco Romeu Landi, no prédio da Administração Central da Poli.

O último dia da Semana Social será marcado pelo Ato Voluntário. Em parceria com a ONG Reintegra Turma da Sopa, os alunos inscritos se encontrarão às 20 horas para a distribuição de sopa, água e pão às pessoas em situação de rua no bairro da Bela Vista, no centro de São Paulo. Assim como os demais eventos da Semana, o Ato Voluntário é aberto a todos os interessados, inclusive estudantes que não sejam da USP. Quem vai participar especificamente da ação na Bela Vista deve se inscrever previamente neste link

(Amanda Panteri)

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Serviço: I Semana Social
Data: De 30/05/2017 até 02/06/2017
Horário: Das 11h às 17h.
Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP)
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto - Travessa 3, 380 - São Paulo – SP. CEP: 05508-150 - Brasil

 

Grêmio Politécnico organiza Encontro Internacional para Liderança em Engenharia

Para lançar explicar melhor programa, o grupo estudantil realizará evento que reunirá startups voltadas à solução de problemas urbanos.

O Grêmio Politécnico, agremiação estudantil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), promoverá o Encontro Internacional para Liderança na Engenharia 2017 (EILE 2017). O programa será realizado pela segunda vez na Escola e pretende reunir estudantes da Poli e de universidades estrangeiras em um desafio de Engenharia com o tema “Cidade do Futuro”. Para introduzir e explicar o Encontro, o Grêmio organizará, no próximo dia 30 de maio, a “Rodada de Startups”. O evento acontecerá no anfiteatro do prédio do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI), às 11 horas, e contará com palestras das empresas. Ele é gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia.

As startups convidadas para o dia são a BigData Brasil, Scipopulis e Tá Na Hora. Os empreendedores responsáveis pela criação das empresas comentarão sobre as suas principais áreas de atuação, os motivos que os fizeram pensar em criar os negócios e como seus trabalhos contribuem para o desenvolvimento da cidade. Após as apresentações, o Grêmio fará uma explicação sobre o EILE deste ano. Os presentes saberão detalhes sobre as inscrições, processo seletivo e etapas do projeto.

Sobre o EILE 2017 – O programa é uma inspiração do “Projeto Aladdin”, que ocorreu na Turquia em 2015. Nele, o reitor da USP Marco Antonio Zago selecionou cinco estudantes da Universidade para se reunirem com 70 estudantes de universidades ao redor do mundo. Juntos, eles criaram trabalhos com o tema “O Poder das Imagens: Verdade, Manipulação e Intolerância”.

O EILE possui uma estrutura parecida. Este ano, o Grêmio pretende contar com 48 alunos, entre estudantes da Poli, estrangeiros que estão realizando intercâmbio na Escola e alunos de universidades portuguesas. Para isso, foram realizadas parcerias com o Consulado de Portugal e com o Conselho de Reitores das instituições lusitanas.

O Encontro acontecerá em três etapas. Na primeira delas, os selecionados passarão uma semana do mês de setembro na cidade de Santos, litoral paulista, onde a Poli sedia o curso de Engenharia de Petróleo. Durante esse período, os alunos assistirão a palestras e painéis a respeito do tema. Além disso, eles se dividirão em seis grupos mistos para a realização de reuniões e discussão de soluções para os problemas urbanos que as cidades do futuro possivelmente enfrentarão.

A segunda etapa ocorre de outubro a dezembro. Os grupos ficarão encarregados, então, de pesquisar e desenvolver projetos para as problemáticas levantadas durante a estadia na Baixada Santista. Nessa fase, os estudantes contam com o apoio de docentes da Poli e de outras unidades da USP.

Ao final de dezembro, os projetos criados serão apresentados a uma banca avaliadora, que julgará os trabalhos em aspectos como viabilidade de implementação, impacto na sociedade e inovação. O grupo melhor avaliado receberá apoio financeiro para desenvolver a criação entre os meses de março a agosto.

Sobre as Startups presentes no evento – A BigData Brasil foi fundada em 2013. É pioneira em big data analytics no Brasil e líder no setor. Com clientes como Ambev, BRF, Ipiranga, Unilever, Magazine Luiza, Estácio, Alpargatas e outros, tem como missão levar ciência e dados para gerar ganhos significativos de resultados para todos os seus clientes.

A Scipopulis é uma empresa de inovação focada em cidades inteligentes e dedicada à mobilidade urbana. Seus produtos entregam soluções aos usuários e gestores do sistema de mobilidade nas áreas de monitoramento, análise de dados, relacionamento, compartilhamento e mobilidade ativa.

A empresa Tá Na Hora foi criada com o intuito de desenvolver soluções foadas na prevenção de doenças, combate a epidemias, promoção de qualidade de vida e facilitação do acesso a informações sobre saúde. Ela une tecnologia e inteligência artificial para realizar conversas interativas, engajar e induzir mudanças de comportamento via SMS e outras plataformas digitais.

(Amanda Panteri)

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Serviço: Evento Rodada de Startups
Data: 30/05/2017
Horário: Das 11h às 13h.
Local: Anfiteatro do prédio do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI).
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto - Travessa 3, 158 - São Paulo – SP. CEP: 05508-150 - Brasil.

 


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