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Programa Pré-IC da Poli altera metodologia de ensino-aprendizagem

Estudantes do ensino médio irão realizar mais projetos de pesquisa
em diferentes áreas da Engenharia.

Os estudantes que estão participando da quinta edição do Programa de Pré-Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) começaram suas atividades com uma nova metodologia de ensino-aprendizagem. Em vez de desenvolverem um único projeto de pesquisa, eles foram divididos em grupos, e cada um deles passará seis semanas estudando e desenvolvendo um projeto em cada uma das seguintes áreas: Mecatrônica, Modelagem Matemática, Geodésia/Transportes e Tecnologia de Construção/Materiais.

O método proposto para o Pré-IC da Poli neste ano retoma o aplicado na turma de 2015. “Já testamos algumas metodologias e consideramos que a usada naquele ano ofereceu aos alunos uma visão mais abrangente sobre as diversas áreas da Engenharia. Também nos permitiu ver de forma mais clara a evolução deles ao longo do programa”, explica a professora Mercia Bottura de Barros, do Departamento de Engenharia de Construção Civil, orientadora de um dos grupos do Pré-IC.

O programa tem o objetivo de despertar a vocação científica entre alunos do ensino médio e aproximá-los da Engenharia. Na Poli, vem sendo executado ininterruptamente desde 2012, sob a coordenação geral da Diretoria da Poli e gestão da Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão. Desde 2014, a iniciativa conta com apoio da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE).

Neste ano, participam do programa 26 estudantes de oito escolas de ensino médio – 20 deles oriundos de seis instituições públicas - Santo Dias da Silva, José Marcato, José Fernando Abbud, Anecondes Alves Ferreira, Fernão Dias e Orville Derby. Para ajudá-los, a FDTE está concedendo bolsas de estudos e ajuda de custo no transporte. Os estudantes também recebem tickets para fazer as refeições nos restaurantes universitários da USP. Participam ainda, seis estudantes de duas escolas particulares, os colégios Renascença e Marupiara, que também recebem tíquetes alimentação.

Programação intensiva – Os participantes foram selecionados pelas próprias escolas de origem e têm acompanhamento de docentes (professores-supervisores) da sua instituição. As atividades do programa são executadas por docentes da Poli (orientadores) com a ajuda de alunos (monitores).

Durante o ano, os estudantes irão ter aulas teóricas e praticar o que aprenderam desenvolvendo os projetos. Visitarão os laboratórios da Escola e vão usar dessa infraestrutura para fazer suas pesquisas. A cada seis semanas deverão também ler e entregar, obrigatoriamente, uma resenha de um dos livros da lista da Fuvest. No recesso de julho, deverão assistir a filmes e peças de teatro, e escrever resenhas sobre o que viram; visitar dois museus e produzir um relatório sobre essas visitas. Os professores da Poli darão dicas sobre atrações com entrada franca.

Uma das condições do programa é que os estudantes e os professores-supervisores pensem em formas de compartilhar a experiência do Pré-IC com os demais colegas em suas escolas. “Queremos que os participantes se desenvolvam como indivíduos, mas que também sejam vetores de transformação em suas escolas”, destaca a professora Mercia. Os estudantes e seus professores podem fazer isso por meio de ações diversas em seus colégios, como organizar grupos de estudo, feiras de ciências, olímpiadas, um programa próprio de pré-iniciação científica etc.

Perspectiva de ampliação – Desde sua criação, o número de participantes do Pré-IC já alcançou 100 estudantes. Segundo a professora Mercia a ideia é ampliar o programa, incluindo mais escolas. Os participantes, atualmente, são de escolas que já tinham alguma relação de proximidade com os docentes da Poli envolvidos no Pré-IC. “Precisamos também motivar mais professores da própria Poli a participarem do programa como orientadores e também obter mais recursos para bolsas e custeio do transporte e alimentação”, aponta.

O programa busca incluir mais escolas públicas, por meio de parceria com colégios privados. Eles entram no Pré-IC e, como contrapartida, apoiam alunos de escolas públicas a integrarem o grupo. As escolas interessadas em participar do programa devem procurar a Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão da Poli, pelos telefones (11) 3091-5612/5782.

Clique no Flickr da Poli (https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157679132216302) para conferir as fotos do primeiro dia de aula do Pré-IC 2017. 

(Janaína Simões)