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Politécnico que atua na Microsoft fala sobre os avanços em inteligência artificial

Roberto Sonnino, engenheiro de software da empresa em Seattle, apresentou palestra para estudantes da Poli-USP.

Em colaboração com a multinacional Microsoft, a Comissão de Estágios do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) promoveu uma palestra sobre Inteligência Artificial (IA) com Roberto Sonnino, politécnico formado pelo PCS que hoje que trabalha como engenheiro de software na Microsoft em Seattle. Ele faz parte da equipe que desenvolve o HoloLens, óculos de realidade virtual.

A iniciativa de trazer o encontro para a Poli foi de Roberto Sonnino, que entrou em contato com o professor Jorge Risco, responsável pela Comissão de Estágios do departamento. “Estávamos em uma turnê de recrutamento e não podia perder a oportunidade de passar na Poli, queria muito vir aqui”, diz Sonnino. Ele começou a estagiar na Microsoft em 2010, após participar da Imagine Cup — uma competição mundial de estudantes promovida pela empresa. Voltou em 2011 e continua lá desde então.

Em sua palestra, realizada no dia 30 de março, Sonnino chamou a atenção para o fato de que inteligência artificial, antes tão distante da realidade e presente apenas em temas de mestrado ou doutorado, está agora no bolso de cada um por meio de dispositivos inteligentes como smartphones. Ela funciona através de sistemas artificiais capazes de tomar decisões de forma similar a humanos.

Sonnino mostrou também como, mesmo na graduação, os alunos já podem ser capazes de desenvolver projetos de IA. Ele realizou diversas demonstrações dessas ferramentas, pouco conhecidas pelos graduandos, e mostrou exemplos de como aplicá-las.

Além de assistirem a palestra, os participantes puderam conhecer as ferramentas gratuitas disponibilizadas pela marca na internet, como a Microsoft Cognitive Services, por exemplo, e que podem ser usadas no desenvolvimento de aplicações para o mundo real. Como resultado, podem ser criados aplicativos com um “lado humano”, incluindo aspectos como visão, fala, linguagem, conhecimento e busca. Ou seja, programas capazes de realizar ações como reconhecer pessoas e emoções (por meio de imagem, voz ou escrita), interpretar comentários e identificar idiomas diferentes.

Processo seletivo – Os alunos participantes da palestra também puderam deixar seus currículos para concorrer a vagas de estágio na empresa, voltado a graduandos que se interessam pelo desenvolvimento de softwares. São 12 semanas trabalhando em Seattle, com diferentes equipes e na companhia de mentores da empresa.

Thiago Castro Shibata, aluno do quarto ano do PCS, está fazendo est[agio na Microsoft. Pelo Skype ele pôde contar aos colegas de curso que participavam do evento como está sendo seu trabalho no exterior. “A cultura aqui é um pouco diferente, a comida é diferente… bate saudade do Brasil. Mas vale a pena fazer um estágio fora do país, a experiência é bem legal”, disse Shibata.

No Brasil, o processo seletivo da Microsoft abre a cada seis meses. No momento, estão sendo selecionados os ingressantes para o mês de agosto. Por isso, os alunos que compareceram à palestra e levaram seus currículos poderão ser futuramente chamados para a próxima fase de entrevistas.

(Helena Mega | Jornalismo Júnior, com edição da Assessoria de Imprensa da Poli - USP)