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Poli-USP irá atuar em projetos de IoT para a cidade de Joinville

Acordo de Intenções foi assinado ontem (12/07); evento contou também com a empresa Huawei, que possui parcerias em pesquisas com a Escola.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e a Prefeitura de Joinville (SC) passarão agora a trabalhar em conjunto para desenvolver projetos relacionados à Internet das Coisas (IoT) com o objetivo de melhorar a infraestrutura da cidade. É o que está previsto no Acordo de Intenções assinado ontem (12/07) pelo professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli, e Udo Doher, prefeito de Joinville. O evento ocorreu no Auditório de Engenharia Elétrica da Poli e contou com o apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, com a presença do professor Hamilton Varela, e da empresa multinacional em tecnologia Huawei, com a presença do diretor de Marketing Henri Hezhe.

“Pretendemos triplicar os índices econômicos e sociais da cidade em 30 anos, e fazer com que ela seja considerada uma cidade inteligente no futuro”, afirmou o prefeito, que disse ser imprescindível a parceria entre o setor público e a academia para isso. O município já investe em sistemas eletrônicos como o Sigeor, Simgeo e Sei, ferramentas online que facilitam a busca por informações geográficas, administrativas e jurídicas da cidade. Contudo, o prefeito pretende ir mais longe, e prevê acordos para transformar a cidade em um centro digitalizado e inteligente em longo prazo. A parceria com a Poli caminha nesse sentido. “Não estamos olhando para a Joinville de hoje, mas para Joinville do futuro”, completou.

O professor da Escola Moacyr Martucci Jr foi o responsável pela organização do evento e explicou como a Poli irá contribuir no projeto. “Iremos utilizar as inovações relacionadas à IoT desenvolvidas no Departamento em aplicações práticas para a cidade de acordo com os interesses dela”, afirmou. “Podemos fazer isso em diferentes setores, como o da saúde, segurança pública e educação. A assinatura de hoje significou a abertura de um leque de possibilidades”.

Segurança Pública – A Poli já desenvolveu projetos relacionados com a IoT. Um deles, o Smart Campus, resultou da parceria entre a Huawei e a Poli, proporcionada pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade. A ferramenta se utiliza de dispositivos e câmeras de alta tecnologia para identificar pessoas em atividades suspeitas dentro do campus. Esses dispositivos detectam rostos e objetos e enviam as informações para um banco de dados em nuvem, que por sua vez é capaz de identificar a pessoa se ela estiver cadastrada no sistema. Se houver indícios de atividades suspeitas, o sistema envia um alerta de segurança.

Fabio Cabrini, pesquisador do PSI, desenvolveu sua tese de doutorado sobre o software e fez uma apresentação prática para o público do evento. “Estamos trabalhando para que no futuro a ferramenta consiga identificar o caminho que a pessoa faz dentro da Universidade e possa até traçar o perfil da mesma”, concluiu. Para isso, ele afirmou ser necessário o desenvolvimento de uma infraestrutura de comunicação melhor do que a que existe atualmente, uma vez que o tempo de resposta entre os dispositivos, denominado latência, pode sofrer atrasos mesmo com a tecnologia 4G.

Devido a esse problema, a Poli e a Huawei já estão trabalhando com projetos nesse sentido, e até falam na construção de uma comunicação 5G. Foi o que afirmou Martucci, que explicou também sobre outra vertente da parceira Huawei-Poli que estuda meios para aprimorar o ensino utilizando a IoT. O evento contou ainda com uma apresentação da multinacional feita pelo diretor de Relações Públicas da empresa, Vinicius Fiori. 

Confira as fotos do dia no álbum de fotos do Flickr.

(Amanda Panteri)