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Poli-USP inicia terceira rodada do treinamento i-CORPS

Professores e alunos da Escola participam de programa de formação em empreendedorismo, com foco na estruturação de startups

Começa em setembro a terceira rodada do treinamento i-CORPS na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Aplicado pelo consultor Flavio Grynszpan, do Instituto i–CORPS Brasil, a iniciativa é inspirada no Programa i-CORPS – projeto do governo dos Estados Unidos que oferece formação para empreendedores com o objetivo de incentivar a criação de startups a partir de pesquisas desenvolvidas em universidades.

Nesta segunda-feira (28/08) foi realizada uma apresentação do programa para os docentes e alunos politécnicos interessados em participar dessa nova rodada. São candidatos que têm uma ideia inovadora com potencial para se transformar em um negócio. Outros 20 grupos de politécnicos já participaram do treinamento, que é financiado pela Diretoria da Escola.

“Startups são a maneira mais rápida de levar as pesquisas da universidade para o mercado”, disse Grynszpan na apresentação. No entanto, muitas vezes a pesquisa envolve uma solução muito nova, algo para o qual ainda não se tem mercado. “Isso significa que o modelo de negócio vai demorar certo tempo para ser entendido pela sociedade, e vai atravessar o período que chamamos de Vale da Morte. A chance de a startup não se desenvolver é grande”, afirmou. “O que propomos no treinamento é uma metodologia para testar a ideia do negócio antes dele virar uma empresa, aumentando as chances de sobrevida no mercado”, explicou.

Há também casos em que o pesquisador pensa ter uma solução excelente, mas, ao tentar se lançar, descobre que não tem comprador para o que desenvolveu. Segundo Grynszpan, com a aplicação da metodologia do i-CORPS, o empreendedor consegue saber rapidamente se o cliente imaginado realmente existe, se sua solução, de fato, atende as necessidades desse cliente, qual é o mercado, se ele precisa fazer mudanças [pivotar, no jargão] e encontrar novos nichos, ou até mesmo desistir de lançar a empresa porque não há mercado para a tecnologia.

Base da metodologia – A primeira fase do treinamento traz uma introdução ao chamado Customer Development. Nessa etapa, cada grupo desenvolve a ideia inicial do negócio em CANVAS, ferramenta digital de planejamento e gerenciamento estratégico. Em seguida, a ideia é aprimorada por meio de uma sequência de entrevistas que os participantes devem fazer com potenciais clientes ou usuários da tecnologia, produto ou solução pensada pelas startups.

Mentores, geralmente empresários com larga experiência no mercado, acompanham cada grupo dando orientações diversas, incluindo a procura pelos potenciais clientes/usuários que devem ser entrevistados ao longo do treinamento. A metodologia para a entrevista também é ensinada no treinamento.

Após a rodada de entrevista, os empreendedores atualizam o CANVAS de acordo com o conhecimento obtido e compartilham seus avanços com os demais grupos ao longo do treinamento. Além das entrevistas e apresentações da evolução de suas propostas, os participantes terão aulas teóricas, pela internet ou presencialmente, e bibliografias específicas sobre empreendedorismo.

Na conclusão, eles apresentam o CANVAS final, destacando as mudanças feitas em relação ao plano inicial. Duas perguntas básicas devem ser respondidas ao fim do treinamento: qual mudança no plano original precisou ser feita para atender ao que interessa ao cliente, e qual o tamanho do mercado para o negócio.

Foco no cliente – Os conceitos do programa i-CORPS foram desenvolvidos por Steve Blank, um empreendedor norte-americano que usou sua experiência bem-sucedida para ensinar na universidade. Como professor, Blank passou a mostrar os passos de como montar novas empresas a partir de inovações disruptivas feitas em universidades líderes, como Berkeley, San Francisco e Stanford.

É dele o conceito de Customer Development, no qual o foco do negócio a ser montado é dado pelas demandas e necessidades dos clientes. É por isso que no treinamento as equipes identificam as necessidades dos clientes e adaptam as suas ideias iniciais até que elas estejam ajustadas à realidade do mercado.